COMO FICA O IRÃ APÓS O ASSASSINATO DE KHAMENEI? | ANÁLISE DE BRENO E TOM ALTMAN
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Boa noite. Hoje é segunda-feira, 2 março
de 2026. Está no ar mais um programa
análise com Breno Altman. No último
sábado, o Irã foi atacado em ação
coordenada entre Estados Unidos e
Israel, levando a morte do Ayatolá
Alikai. Hoje vamos tentar entender os
próximos passos do país e de todo o
Oriente Médio. Eu me chamo Tom Altman.
Estou aqui mais uma vez com o nosso
analista, Breno Altman. Boa noite,
Breno. Seja bem-vindo mais uma vez ao
seu próprio programa. Vamos começar hoje
de forma muito clara. A gente quer saber
quais são os objetivos de Estados Unidos
em Israel em mais esse ataque contra o
país do Oriente Médio.
>> Bom, primeiro, boa noite, pessoal. Boa
noite a todo mundo que tá nos
acompanhando.
Olha, eh, eu diria que o objetivo
principal traçado pelos Estados Unidos é
liquidar a República Islâmica do Irã,
rigorosamente operar aquilo que os
norte-americanos chamam de mudança de
regime. Eles querem varrer do mapa a
República Islâmica e colocar no lugar um
governo da sua confiança. Esse é o
objetivo número um, tanto de estados,
dos Estados Unidos quanto de Israel. A
análise que os Estados Unidos fazem por
toda a documentação disponível, por
todas as informações que circulam nos
mais diferentes ambientes,
eh é de que a correlação internal de
internacional de forças e a correlação
interna no Irã seria favorável a um
movimento dessa natureza. A correlação
internacional tem a ver com dois
elementos fundamentalmente. Número um,
capacidade e disposição de reação de
China e Rússia. Segundo elemento, o
ambiente no Oriente Médio, ou seja, como
as demais nações muçulmanas estariam
dispostas a reagir diante de um
movimento para mudar o regime no Irã. Os
Estados Unidos fizeram uma análise que
Rússia e China eh não tomarão para si as
dores militares do Irã, que Rússia e
China não irão intervir para proteger o
Irã. De tal sorte que o poderio
norte-americano não teria nenhum tipo de
obstáculo relevante. Essa é a análise
dos norte-americanos.
>> Como é que os Estados Unidos chegaram a
essa conclusão? Eles testaram
qual foi a reação de Rússia e China
diante do genocídio palestino, diante da
carnificina patrocinada por Israel na
faixa de Gasa.
>> Muitas notas das redes sociais.
>> Muitas notas. Nenhuma reação efetiva.
>> Muitas notas.
>> Qual foi a reação de Rússia e China
frente ao cerco e ao ataque contra o seu
principal aliado no hemisfério
ocidental, que é a Venezuela?
>> Poucas notas nesse caso,
>> não é? Não, o China tinha relações
econômicas comerciais importantes com a
Venezuela. A Rússia também. A Rússia
forneceu durante muitos anos a
Venezuela. Mas diante de um ataque
norte-americano, Rússia e China não
serviram de escudo militar para
Venezuela.
Qual a reação que China e Rússia estão
tendo diante do cerco a Cuba?
A Rússia se compromete com abastecimento
de petróleo. A China intensificou suas
relações comerciais com Cuba. Mas não
está em curso nada parecido, por
exemplo, com o que a União Soviética fez
para proteger Cuba depois da revolução
de 59 na famosa crise dos mísseis.
>> Sim.
>> São testes.
>> E os Estados Unidos analisaram que
embora Rússia e China tenham o Irã como
aliado, não vão quebrar lanças.
pelo Irã, não vão às últimas
consequências pelo Irã, não erguerão um
escudo em favor do Irã, o que criaria
uma situação eh positiva para um ataque
norte-americano.
O outro elemento é a correlação de força
nos países muçulmanos. Trump tem
absolutamente, ele está absolutamente
convencido de que aquelas monarquias
eh árabes do Golfo Pérsico e os demais
países eh árabes, especialmente depois
da queda de Assad na Síria, que esses
países estão hoje no bolso dos Estados
Unidos e
>> estão
>> estão estão do do governo do Egito até
eh aqueles países, aquelas monarquias
Todos o Golfo Pérsico, estão todos no
bolso dos Estados Unidos, não é? O
Iraque é uma situação mais instável, não
ficou nada de fora, só ficou o Irã de
foristão, Afeganistão, evidente. Médio.
Ah, perfeito, perdão.
>> Não é país árabe. Tô falando, estamos
falando aqui dos países árabes, né? O
único no qual há uma certa instabilidade
é o Iraque.
>> Os demais países, os governos estão
dançando a música que o Trump toca.
>> Uhum.
>> Não é? Então, esse é um outro elemento
importante de correlação internacional.
No que diz respeito à correlação
interna, Donald Trump chegou à conclusão
de que existiriam forças dentro do Irã
que diante do enfraquecimento da
República Islâmica, diante do
enfraquecimento do governo da República
Islâmica, essas forças poderiam se
erguer em insurgência contra o governo,
contra o a Etolocai, contra a própria
República Islâmica. eh, e de dentro e e
a partir desta rebelião interna
estabelecer uma mudança de regime. O que
tá o que estaria faltando para essas
forças internas seria um apoio externo
na forma de um ataque militar. Essa é a
análise que Donald Trump faz, né, para
fixar este objetivo. Sempre foi esse
objetivo. Eu estou absolutamente
convencido e creio que há provas e
indícios muito vigorosas a esse
respeito, que jamais Trump negociou de
maneira honesta. Jamais seu objetivo foi
chegar a um acordo sobre a questão
nuclear. Quando era possível chegar a um
acordo sobre a questão nuclear, o que
Trump fez? Colocou sobre a mesa um
objetivo inaceitável pro Irã. Qual era
esse objetivo? A neutralização da
capacidade balística, a neutralização
dos mísseis iranianos. O que faria com
que o Irã fosse uma presa fácil diante
de qualquer inimigo, especialmente
diante de Israel. Evidente que isso era
inaceitável pro Irã renunciar à sua
própria capacidade de defesa. Isso era
um blefing eh de Donald Trump. fingir
que negociava, estabelecer condições
inaceitáveis para tentar caracterizar
que quem não quis uma negociação foi o
Irã. um preparo pro ataque, por exemplo,
>> um preparo pro ataque. Ele foi
preparando as condições para ataque que
eh está decidido já a bastante tempo. Eu
acho que ele foi consolidando essa
decisão a partir dos eventos eh do final
do ano passado no próprio Irã e depois
eh os eventos dentro do Irã e
internacionais a partir de janeiro. Os
interesses de Israel se somam ao dos
Estados Unidos. Há sempre uma discussão
sobre se são os Estados Unidos que
mandam em Israel ou se é Israel que
mandam nos Estados Unidos. Uma grande
discussão.
>> Se é o cachorro que abana o rabo ou se é
o rabo que abana o cachorro.
>> O que você acha?
>> É uma combinação dessas duas coisas, mas
fundamentalmente a decisão estratégica
sempre é dos Estados Unidos, não é?
Israel é uma engrenagem do sistema
imperialista, não é? A ideia de que
Israel possa mandar nos Estados Unidos,
que Israel possa mandar em Donald Trump,
ela é uma ideia que eu considero
extravagante. Não há qualquer prova a
esse respeito. Israel tem influência no
governo norte-americano? Sim. Israel tem
influência no estado norte-americano?
Sim. O lobby sionista é muito poderoso
dentro dos Estados Unidos e esse lobby é
capaz de produzir decisões favoráveis a
Israel. Sempre o foi. No entanto, uma
coisa é produzir decisões favoráveis a
Israel, outra coisa é colocar os Estados
Unidos numa guerra sem que os Estados
Unidos queiram. Isso já é um outro
departamento. Ah, mas o Trump pode estar
submetido a chantagens por causa do caso
Epstein ou Epstein, como preferirem, a
pronúncia russa ou a a pronúncia
>> eh inglesa. Eh, eu não há nenhum indício
a esse respeito sólido. A gente pode
especular de que ele gostaria de tirar
da pauta esse assunto e aí você cria uma
guerra.
É pura especulação, porque a decisão de
uma guerra envolve elementos muito mais
sérios do que a lista de é uma guerra
caríssima, com altíssimos riscos e,
evidentemente os formuladores do
Pentágono, do Departamento de Estado, da
Casa Branca e o próprio Trump sabem
disso. Agora, Israel tem interesses
nessa guerra e Israel tem interesse, um
interesse estratégico e um interesse
tático nessa guerra. O interesse
estratégico nos últimos nas últimas
semanas ficou muito claro. Eu tinha eu
tenho falado sobre isso desde 2023 de
que o objetivo do regime sionista não se
limita à Palestina. Esse é o objetivo
tático do sionismo,
fazer com que a Palestina fique sob
controle do sionismo. Há um objetivo
estratégico. O objetivo estratégico é a
grande Israel. É a recuperação das
fronteiras bíblicas do mítico reino de
Israel e Judá que teria existido 1000
anos antes de Cristo.
>> Do rio ao mar é a Palestina. do rio
Mediterrâneo, do rio Jordão ao Mar
Mediterrâneo. Não, a Israel bíblica era
do Eufrates ao Nilo. Eufrates na antiga
Mesopotâmia, hoje Iraque, até o Nilo no
Egito. A grande Israel bíblica, ela hoje
significaria, nos termos atuais, essa
grande Israel significaria
toda a Palestina, todo o Líbano, toda a
Jordânia, uma boa parte da Síria, uma
boa parte do Iraque, um toco do Kuwait,
uma parte da Arábia Saudita e um pedaço
do Egito. Essa é a grande Israel.
recentemente, eh, autoridades
norte-americanas afiançaram, avalizaram,
deram OK se Israel quiser marchar rumo à
grande Israel, considerando que a a
razão bíblica permite a Israel ter esse
objetivo. autoridades do governo
israelense eh reafirmaram esse objetivo
e até mesmo a oposição
eh ao governo Etaniarro, supostamente a
oposição ao governo Etaniarro e Arlapid,
principal líder eh opositor dentro do
sionismo, a Netaniarro reafirmou o
objetivo da grande Israel. E Netaniaro,
ele próprio falou disso já várias vezes
nos últimos anos. Então, o Israel sabe
que para avançar pro pra dinâmica
expansionista do regime sionista, poder
eh seguir adiante, precisa derrotar um
grande inimigo. Quem é esse grande
inimigo? É o Irã. O Irã é o que impede a
ou que limita a expansão sionista. a o
eixo da resistência ou a frente da
resistência, o nome que se quiser dar,
que é o agrupamento das diversas
organizações palestinas que lutam contra
o regime sionista, esse eixo da
resistência tem no Irã o seu principal
aliado, seu principal inspirador, seu
principal patrocinador. Derrotar o Irã,
substituir o regime no Irã é essencial
para este objetivo estratégico do
sionismo, a grande Israel.
Há um objetivo tático. As eleições em
Israel são logo mais no segundo
semestre.
>> Uhum.
>> Netaniarro sabe que a guerra é o seu
principal cabo eleitoral sempre.
qualquer guerra, guerra contra o a a
população palestina na faixa de gasa,
guerra na si Jordânia, guerra no Líbano,
guerra na C, não importa. Toda vez que a
pauta principal em Israel é a
existência,
o risco existencial do regime sionista,
o risco existencial do Estado de Israel,
toda vez que a pauta é essa, as eleições
são favoráveis a extremo direito
acionista. CL,
>> quando a pauta deixa de ser a segurança
do Estado e passa a ser a economia, a
moradia,
o emprego, a extrema direita perde força
eleitoral. Portanto, ele tem um objetivo
tático que é fazer desta guerra contra o
Irã seu cabo eleitoral.
>> Mas deixa eu perguntar uma coisa sobre a
correlação de forças aí internamente.
Estava dizendo quem que manda em quem,
né, entre Estados Unidos e Israel. Eh, o
Trump hoje deu uma entrevista pro The
New York Times, né? tava assistindo a
entrevista hoje e o The New York Times
afirma que mais ou menos 20% da
população americana aprova o ataque
contra o Irã, a guerra contra o Iran. Já
em Israel chega a quase 80%
eh a quantidade de pessoas que aprovam,
né, a porcentagem de pessoas que aprovam
a guerra de Israel contra o Irã. Aí
minha pergunta é: não é muito mais caro
internamente para Donald Trump essa
guerra do que para Netanira? Olha,
capital político necessário. Isso, isso
ainda não está claro.
É necessário esperar alguns dias para
ver como as pesquisas decantam esse
registro.
Eh, não vamos subestimar.
Em certos momentos, questões
internacionais são grandes ativos pros
governos norte-americanos.
O nacional chovinismo norte-americano,
ele é muito relevante
>> e, portanto, a imposição da hegemonia
norte-americana em determinados cenários
pode alavancar a força eleitoral. Eu não
estou dizendo que esteja acontecendo
isso,
>> mas que pode,
>> mas que ainda é cedo pra gente saber as
consequências eleitorais.
Aparentemente a tendência é que Donald
Trump tenha problemas
internamente.
>> Internamente
pelo mesmo motivo ou pelos pelo mesmo
motivo pelo qual ele ganhou as eleições.
Uma das bandeiras do Trump quando ele
ganha as eleições foi dizer: "Os Estados
Unidos não mais se meterão em guerras
que não tenham a ver com seus interesses
diretos".
>> Era uma base eh isolacionista. Claro,
ele ganhou a eleição dessa forma. Uma
das bandeiras foi essa. E ele tá se
metendo numa guerra que aparentemente as
pessoas vão associar com os interesses
de Israel, não com os interesses
norte-americanos. O Irã não é nenhuma
ameaça Estados Unidos. Aliás, o Irã
nunca atacou um único vizinho.
Verdade.
>> E já vamos aí para 40. Comemorou-se
agora, comemoraram-se agora 47 anos da
revolução de 79. E quando que o Irã
atacou um vizinho?
>> Jamais.
>> Jamais. Ao contrário de Israel, que já
atacou quase todos os vizinhos, não é?
>> Todos.
>> Eh, quando é que foi que depois das
escaramuças iniciais, quando os Estados
Unidos tentou derrotar a República
Islâmica, aí houve, claro, a ocupação da
embaixada norte-americana em 79. Eh, eh,
e aí houve uma grande crise, mas passado
aquele momento em que os Estados Unidos
não queriam reconhecer a vitória da
Revolução Islâmica e até hoje as
relações foram estão interrompidas, o
Irã, que ataque que ele fez aos Estados
Unidos?
>> Não, não conheço.
>> Nenhum ataque, não é? Então, a população
norte-americana pode entender que esse
esse ataque Irã é um estelionato
eleitoral. alguns setores do Maga, do
Mate,
>> a direita do Maga principalmente,
>> eu não sei se vocês são à direita, mas
enfim,
>> setores do Maga do Make America Great
again, por exemplo, Tucker Cson, é um
jornalista de muita repercussão. Tucker
Cson tá batendo bumbo contra a guerra,
já está
>> até a camiseta. Israel eh acima dos
Estados Unidos, né? Fez com a cara do
Trump.
>> Claro, não é? Então ele pode ter
problemas.
Ah, mas se ele vai ter problemas, as
eleições são novembro. Por que que ele
tá fazendo isso?
Porque ele considera que os problemas
são provocados
quando a guerra ainda tem um resultado
indefinido, mas que se os Estados Unidos
rapidamente triunfarem, esse mal-estar
será substituído por uma percepção de
vitória. Isso será eleitoralmente
favorável.
Essa é a conta, a aposta que ele faz,
porque ele faz uma análise na qual ele
aposta que o Irã é uma presa fácil e ele
parece ter apoio dos meios de
comunicação nos Estados Unidos e no
mundo, né? Você, se você analisar a
cobertura da imprensa, o que que você
tem eh achado da cobertura da imprensa
no Brasil e também nos outros países?
a imprensa de direito, a imprensa
monopolista, nome que se queira dar,
>> ela é uma um prolongamento da da dos
interesses norte-americanos e
israelenses, não é? É vergonhosa a
cobertura aqui no Brasil, com raras
exceções, é vergonhosa, por exemplo,
nãoé? A Globo News, por exemplo, insiste
em chamar um cidadão que é exsoldado
israelense, cidadão chamado André Leich,
>> aquele que não debate nunca com você,
>> é o cara que sempre foge todos os
debates, não só comigo, mas contra
qualquer judeu antissionista, ele não
poder falar,
>> é um cidadão, é um fujão, notório fujão,
não é? Um, ele é financiado por Israel,
ele é um lobista, ele preside uma
organização
>> eh cujo
>> objetivo, cuja razão de ser a Standway
Fus Brasil. Ela é uma filial da Standway
Fus sediada nos Estados Unidos,
>> que é uma é uma organização financiada
pela extrema direita acionista nos
Estados Unidos. E esse cidadão é levado
a à televisão como um especialista em
Oriente Médio e ali apresenta na na na
identificação dele que ele é cientista
político e especialista em Herente
Médio. Não, ele é um lobista do Estado
de Israel, ele é um soldadinho do
exército de Israel, não é? E esse é o
padrão da cobertura.
Aqui no Brasil eu faria uma exceção
paraa TV Bandeirantes. A Band tem feito
uma cobertura
um pouco mais equilibrada, né?
>> Interessante.
>> Eh, dos jornais diários, a Folha faz uma
cobertura um pouco mais equilibrada, mas
em geral é por e simplesmente um
prolongamento dos interesses, das
notícias, das informações que interessam
os Estados Unidos. Por isso que pessoal,
todo mundo aqui hora do marketing,
querem acompanhar por favor
>> essa guerra de uma maneira isenta,
conhecendo as informações dos dois
lados, o que significa ter acesso às
informações também daqueles que estão
contra os Estados Unidos. Leia Opera
Mundi. operamunde.com.br.
br. Acompanhe pelo Mundo e acompanhe
também pelo nosso nosso canal aqui no
YouTube. Não, propaganda perfeita e
justa. Colocamos toda a redação para
cuidar do assunto. E tem a 5 horas da
manhã do dia do sábado.
>> 5 da manhã do sábado.
>> Todos os plantões foram interrompidos
para que nós pudéssemos entregar aos
nossos leitores a melhor cobertura
possível,
>> né, com informações online. Aliás, o
site abriu uma área agora de informação
quase que hora a hora
>> sobre o conflito. Conflito não, sobre o
ataque. Vamos dar os verdadeiros nomes.
Voltando aqui pro pro nosso tema, bom, o
Ayatolá está morto, foi assassinado
junto com boa parte da sua família. Eh,
e a gente quer saber como fica o Irã,
como o Irã vai se organizar, é o que
acontece a partir de agora. Eu considero
que esse é outro grave erro de análise
dos Estados Unidos, uma incompreensão
eh do papel do Aetol Camenei e uma
incompreensão do papel do líder supremo
na República Islâmica, não é? E uma
incompreensão também da cultura.
Vamos entender.
>> Na cultura xita, o martírio é o momento
mais honroso que pode existir.
É a glória, não é a derrota.
Eles construíram sua tradição de 100
anos, porque há 100 anos o islamismo é
majoritário no Irã. Eles construíram
essa
eh essa cultura à base do martírio. A
morte, o martírio ele é um elemento de
elevação, não um momento de derrota,
como é no Ocidente.
>> A morte é a honra.
>> A morte é a honra. E mais do que isso, o
martírio ilumina quem perde a vida
ilumina a sociedade, não é?
O New York, New York Times, não Opera
Mund, o New York Times soltou uma
matéria ontem ou hoje, eh, em que ele
relata que Camerin não tomou qualquer
medida especial de proteção e ele disse
a todos os seus assessores: "Eu não vou
ficar mais protegido que o povo
iraniano, nem eu, nem minha família. Nós
estaremos expostos, como estará exposto
todo o povo iraniano, a esta batalha.
existencial
contra o imperialismo e o sionismo que
eles chamam dos do grande Satã.
>> Ele é assassinado numa sala como essa no
seu local de trabalho com as proteções
próprias
>> de um local de trabalho de um líder um
local de trabalho de um líder, mas ele
ele não busca proteção especial, ele não
foi e assassinado num búnker debaixo da
terra.
>> É falso, então que usaram mísseis que
são capazes de entrar metros embaixo da
terra.
>> Tudo mentira, tudo mentira. propaganda.
>> O New York Times diz que é mentira.
>> Não, Opera Munde.
>> O New York Times diz que é mentira, né?
>> Ficou claro.
>> E o Irã veio se preparando para essa
possibilidade.
Eu converso com eh autoridades e
jornalistas do Irã. Busquei fazer isso
com maior intensidade depois do sábado,
exatamente, para poder oferecer
informação à nossa audiência, não é? Eh,
e os iranianos já há muitas semanas
prepararam várias camadas de sucessão
para cada um dos líderes iranianos, não
apenas pro líder supremo, pro líder
supremo, pro chefe da Guarda
Revolucionária,
pro chefe do Estado Maior do Exército,
pro presidente da República, pro
ministro da defesa, pro ministro da
segurança e assim por diante. Cada um
deles tem quatro camadas de sucessão. O
que quer dizer que se um líder supremo é
assassinado, como foi assassinado o
Caminei, um outro assume o seu lugar. Se
esse outro for assassinado, já existe um
terceiro pronto para assumir. E se esse
terceiro for assassinado, já há um
quarto. E isso as para todas as camadas
de direção da República Islâmica. Há que
se compreender que a revolução islâmica
não foi produto de um líder, não é um
movimento eh baseado num indivíduo, como
são as campanhas eleitorais nas
democracias ocidentais. Não se trata de
um movimento ao redor de um líder. Se
trata de um líder ao redor de um
movimento ou de vários líderes ao redor
de um movimento muito enraizado na
sociedade eh iraniana. Portanto,
assassinado Camenei já tá no seu lugar,
já assumiu o seu lugar em caráter
interino, porque o Irã tem uma
constituição. Assumiu o Alisera Araf, o
Aatolá. Alizera Araf assumiu o seu
lugar. é um líder interino que constitui
um conselho de governo junto com o
presidente da República e junto com o
presidente do poder judiciário.
Presidente da República é o Pesquian,
né? O o Massud Pesquian e o presidente
do poder judiciário é o Mossene EG. Eles
formam um conselho de governo. Um novo
líder supremo terá que ser eleito. É
eleito pela assembleia. Eh, a gente pode
traduzir de várias maneiras, né?
Assembleia dos especialistas, assembleia
dos sábios, assembleia
dos peritos. Há muitas traduções, mas é
um organismo de 88
pessoas que vai eleger o novo líder
supremo.
>> Entendido?
>> Dentro das próximas semanas. Mas já
assumiu um novo líder supremo. Já
assumiu um novo líder supremo. E já
assumiram todos aqueles que os Estados
Unidos mataram, todos os dirigentes que
os Estados Unidos mataram, já foram
substituídos por novas lideranças, não
é? Nós temos visto na prática como isso
funciona eh no Irã, porque o Irã perdeu
muita gente nos ataques israelenses e
norte-americanos do ano passado.
O Irã, ao longo da sua história, teve
muitos assassinatos
e sempre foi capaz de repor sua direção,
porque é um movimento de massas,
enraizadíssimo no país. Gostou não
disso.
Vamos aqui ver olhar pra realidade.
Mataram Camenei. Qual foi a expectativa
dos Estados Unidos?
>> Que caísse o regime.
>> Mas para cair o regime, a expectativa
dos Estados Unidos é que grandes massas
fossem à ruas.
>> Isso aconteceu. Grandes massas foram às
ruas
>> contra a favor do
>> celebrar celebrar a morte do Camenei.
>> E o que que a gente assistiu? Eu vi uma
das manifestações, das poucas imagens
que a imprensa nos ofereceu, eu vi
manifestações impressionantes,
impressionantes, reivindicando a memória
do Camenei pelo luto ao Camenei.
>> As pessoas vestidas da mesma maneira,
organizadas, uma manifestação
gigantesca. Você chegou a ver no
Paquistão o tamanho? Por isso que eu Por
isso que eu errei.
>> Irã, não só no Irã, mas no Paquistão, na
Índia.
>> Manifestações gigantescas. Você me disse
num almoço, quando matarem o Aatolá, não
é só no Irã que nós veremos
manifestações. A gente vai ver
manifestações em muitos países.
>> Claro,
>> dito e feito.
>> Porque o láenei, ele é um homem muito
respeitado, mas é interessante, né?
Porque é de outro país.
>> Mas ele é um líder religioso também. Ele
não é só um líder nacional, ele é um
líder religioso. É verdade que os xitas
são minoria no islamismo. Os xitas são
como 15 ou 20% do islamismo. As sunitas
são maioria. Os os chiitas são maioria
no Irã, não são e são minoria demais
países árabes, né? Em alguns países
árabes sequer existem ehitas, não é?
>> Eh, mas ele é um líder muito respeitado,
um líder religioso muito respeitado, não
é, pela sua sabedoria, pela sua idade,
pelo tempo em que ele governa o Irã,
>> um ancião,
>> não é? Então, nós tivemos massas
populares gigantescas
celebrando o Camenei e não comemorando a
sua morte. Isso foi uma frustração pros
Estados Unidos e para Israel,
mostrando como a análise de Donald Trump
e seus aliados pode estar absolutamente
equivocada
e não só neste âmbito, como em vários
outros âmbitos. Em vários outros
âmbitos, não é? Então o Irã, concluindo
aqui a resposta à sua pergunta, o Irã
estava pronto para essa situação. O Irã
se preparou para isso.
Isso não significa
eh
não só não significa o fim dessa dessa
dessa guerra, como tampouco é um momento
de crise.
Nada relevante aconteceu em função
disso. A cadeia de comando já estava
montada e o Irã vem intensificando
suas respostas às agressões sionistas e
norte-americanas. O Irã não se
desorganizou.
A é nítida percepção, incluindo a
percepção da imprensa norte-americana,
do governo norte-americano, dos
militares norte-americanos e israelenses
de que o Irã tá volumando sua
resistência. Ele não entrou em crise,
nem crise interna. nem crise militar.
Já lá se vão 48 horas do assassinato de
Camenei. E o Irã não se enfraqueceu com
assassinato do Camenei. Eh, bom, acho
que agora ficou claro pelo lado do Irã,
de quem sofreu o ataque, mas acho que
todos nós ficamos com uma certa dúvida.
Os americanos eles são invencíveis?
Deixa eu explicar. Eles podem sequestrar
ou matar vários aatolás ou presidentes
ou líderes de outros países, como
fizeram na Venezuela, como fizeram no
Irã. Eles podem não derrubar o regime,
mas eles podem derrubar seguidamente
diversos aatolás até
>> os Estados Unidos e Israel podem cometer
muitos crimes. Eles têm força para
cometer
>> esse tipo de crime, matar ou sequestrar
>> líderes.
>> Líderes. Agora, o problema é que eles se
equivocam achar que isto muda regime.
>> Você falou isso para mim pessoalmente.
que isto é seja suficiente para derrotar
um país e um povo.
Isso não é suficiente.
A capacidade criminosa dos Estados
Unidos e de Israel não é suficiente para
mudança de regime no Irã.
Por que que não é suficiente? Porque um
regime não muda porque você decepa a sua
liderança ou porque você o ataca
militarmente desde fora? O regime pode
mudar em duas circunstâncias, porque
você tem internamente
um movimento de insurgência que derruba
o regime, estabelece um novo regime,
>> ou seja, o povo tem que ser
>> essa opção. A outra opção, uma invasão
>> terrestre.
>> Terrestre, claro. Boots on the ground,
como diz
>> com feito no Iraque, no Afghanistão,
>> como diz o o Trump, não é? Botas no solo
com soldados. São essas duas
possibilidades de mudar regime. Repito,
insurgência interna ou invasão por
terra, invasão de infantaria, de
soldado. Nenhuma dessas duas coisas está
em curso. A primeira não depende dos
Estados Unidos. Os Estados Unidos ficam
passeando
junto com Israel com o filho do chá reza
Parlave como alternativa.
>> Para quem não sabe, explica pro nosso
público. É o ditador anterior.
>> O Chá reza Parlave era o chefe da
dinastia Parlave, não é? A dinastia
Parlave, ela se inicia no início dos
anos 20.
A dinastia Parlávia foi uma das tiranias
mais brutais que o mundo já conheceu,
profundamente associada aos Estados
Unidos e ao Reino Unido. A dinastia
Parlave,
o exército e os Estados Unidos em
aliança com o Reino Unido, derrubaram um
governo democrático em 1953.
a a dinastia Parlave se tornou ainda
mais tirânica e que foi contra a
dinastia Parlave que ocorreu uma das
mais gigantescas rebeliões populares da
história em 1979 com a vitória da
revolução islâmica. Então o o filho do
Charezap Parlave, ele é um representante
desta tirania
associada a Israel, associado aos
Estados Unidos, historicamente vive nos
Estados Unidos e historicamente
associada ao Reino Unido. Estados Unidos
>> ele representa tudo o que foi derrubado
pela revolução islâmica. Parece que ele
duraria pouco lá no Irã. Então, os
Estados Unidos, claro, eles impulsionam
grupos separatistas no Irã, impulsionam
grupos de oposição,
mas
eh eles não possuem força para
transformar isso num movimento
eh de real alternativa, um movimento de
insurgência que estabelece uma real
alternativa de regime. Eles tentaram nos
protestos que ocorreram entre o final de
dezembro e início de janeiro, eles
armaram, treinaram, financiaram grupos
separatistas, especialmente aqueles que
estavam em regiões fronteiristas, grupos
que recebiam armas de Israel, da Arábia
Saudita, até do Paquistão, não é? Eh,
mas foram derrotados.
Foram derrotados. Então, os Estados
Unidos não possuem essa carta interna.
Eles imaginaram, eu eu acho que eles
imaginaram piamente que a morte do
Camenei levaria uma grande ebulição
interna, que a guarda revolucionária
seria obrigada a reprimir massas e
massas populares e nada disso aconteceu.
As massas populares foram às ruas,
apesar dos riscos dos bombardeios. Você
diz que viu a imagem da manifestação
inteira, centenas de milhares de
pessoas. Temos que nos recordar que Terã
estava sob bombardeio
e as pessoas foram às ruas chorar
Camenei. Então essa alternativa da
mudança de regime a partir de uma
insurgência interna,
os Estados Unidos, Israel não dominam.
Invasão por terra. Hoje numa entrevista
coletiva, o Jade Van, o vice-presidente,
>> vice-presidente,
>> ou foi o Peter Sergett, o o secretário
da defesa, agora me me confundi, mas
tanto faz.
>> Algum deles?
eh disse que não descartava, não estava
descartada a hipótese de tropas
terrestres, mas
>> politicamente isso seria,
>> seria um desastre absoluto. E outra,
>> eh eles sabem
que
pode-se ter conhecimento de como começa
uma operação desse tipo, mas não se tem
ideia de como termina e quando termina.
E quando os caixões começam a chegar nos
Estados Unidos com a bandeira dobrada em
cima,
>> você tem um custo
>> insuportável.
>> Insuportável.
>> Depois de Vietnã, Iraque, Afeganistão.
>> E não chega um um do lado do outro
daquele jeito.
>> É, é insuportável. É insuportável, né?
Então,
>> há um impasse. Os Estados Unidos não têm
um plano de saída para essa situação,
porque o objetivo é mudança de regime.
Eles não tm um plano de saída. A
estratégia deles tem um problema.
Essa é uma fragilidade. Ah, mas eles
podem destruir a
>> Essa era a minha próxima pergunta. Eles
podem atacar mísseis e matar 10 milhões
de pessoas?
>> Não acredito nesse volume, mas eles
podem destruir o país e isso não mudará
o regime. O Irã é um território enorme
com 90 milhões de habitantes, com uma
estrutura política extremamente
enraizada, com uma capacidade militar
nada desprezível.
vai destruir o país. OK, isso não muda o
regime. Mais cedo, mais tarde, a
destruição terá que ser interrompida. E
>> terá que ser interrompida?
>> Sim, ela não é, ela não pode ser eterna
porque o custo político e material disso
é enorme, não é? Eh, isso tem peso nas
contas norte-americanas, isso tem peso
político dentro dos Estados Unidos. Eles
não pode
ter uma uma uma guerra de destruição sem
fim. Tanto é assim que o Trump em cada
entrevista dele fixa um prazo.
Em quatro semanas eu resolvo.
>> Eram quatro dias, lembra no começo?
>> Claro.
>> Mas por quê? Porque ele sabe que uma
guerra como essa não pode ser infinita.
Agora ele não tem um plano de saída. Que
que é um plano de saída? Ele não tem
como resolver o objetivo que ele se
propôs.
>> Ele não pode sair e deixar como tá para
não ficar desmoralizado e ele também não
pode matar metade do país.
>> Então ele ele tem um problema, ele tem
um problema na sua estratégia, né? Ele
tem um problema na sua estratégia.
Completando a resposta à pergunta que
você que você me fez, os Estados Unidos
são invencíveis? Não, os Estados Unidos
podem muito, mas não podem tudo. Os
Estados Unidos querem criar a impressão
de invencibilidade. Os Estados Unidos
têm sido bem-sucedidos
em algumas batalhas nos últimos meses
que dão a impressão de invencibilidade.
Claro, eu entendo. Genocídio palestino
ninguém fez nada. Derrubada e perdão,
ataque contra Venezuela e sequestro de
Nicolás Maduro. Ninguém fez nada.
Então, a impressão que
>> ameaçando a Groenlândia,
>> a impressão que se tem é que os Estados
Unidos podem tudo, mas isso não é
verdadeiro, isso é só uma impressão.
Eles têm uma um poderio militar que não
pode ser subestimado para nada, mas o
poderio militar é insuficiente
em determinadas situações. Repito, você
não muda o regime de um país como o Irã
apenas a partir do poder militar.
Se esse país esver disposto a resistir
e se ele tiver as condições
políticomáticas e militares para
resistir, o poderio militar vai ter
problemas. É claro que o poderio militar
eh dos Estados Unidos na planilha é
muito superior ao do Irã. Muito muito
superior ao do Irã. Muito superior a de
qualquer país. Com exceção ao equilíbrio
nuclear com a Rússia. O poder militar
norte-americana a norte-americano ainda
é superior a da China e da Rússia,
>> mas inclusive de balística.
>> Sim, sim. Com exceção de alguns itens
que não, mas a capacidade eh eh de
projeção de poder dos Estados Unidos é
superior a da Rússia e da China.
Eh, resguardado o equilíbrio nuclear com
a Rússia, que é algo muito irrelevante.
Se os Estados Unidos não podem voltar o
seu poder militar contra a Rússia China.
a capacidade nuclear
eh entraria em jogo e isso pode eh eh
isso impediria, digamos, que o poderio
militar norte-americano se sobressaísse
num confronto direto, não é? Mas a
capacidade de projeção de poder dos
Estados Unidos, de poder militar é
superior a da Rússia e da China. Ainda é
pelo menos superior, não é? Os Estados
Unidos tem controle naval, tem
superioridade naval. Para você ter uma
ideia, os Estados Unidos tem 11
porta-aviões, a China tem três, a Rússia
acho que tem dois. Se somar os
porta-aviões norte-americanos com os
franceses e os do Reino Unido,
vai chegar a 16 porta-aviões.
>> Imagino que submarinos sejam parecidos.
E
>> então isso vale também por a capacidade
aérea dos Estados Unidos. Os Estados
Unidos tem 13.000 aviões.
>> 13.000 aviões
>> dos mais diferentes modelos antigos mais
novos, mais velhos. Então, os Estados
Unidos começa a perder eh eh primazia na
na balística, nos mísseis, né? A Rússia
se se desenvolveu muito e o Irã se
desenvolveu muito na capacidade
balística, né?
>> Mas esse poderio militar,
>> ele ele não é invencível. Ele já não foi
invencível no passado. Os Estados Unidos
travaram guerras assimétricas que lhes
eram favoráveis e perderam. Perderam.
Todo mundo sempre gosta de lembrar no
Vietnã e perderam no Afeganistão.
No Afeganistão eles perderam para um
povo que lutava nas cavernas,
>> morto de fome,
>> não é? Por quê? Porque os Estados Unidos
não suportam as guerras de desgaste.
Eles não suportam as guerras de
desgaste.
guerras que signifiquem
crise na coesão social interna dos
Estados Unidos. Essas guerras dos
Estados Unidos não suportam. Os o
exemplo do Vetnã é um exemplo clássico.
Os Estados Unidos perderam a guerra do
Vietnã no campo de batalha também
sofreram duras derrotas no campo de
batalha. Mas fundamentalmente os Estados
Unidos foram derrotados porque a coesão
interna nos Estados Unidos se dissipou.
As pessoas gostam de falar, quando
começaram a sair filmes, músicas sobre a
guerra no Vietnã, a guerra acabou, né?
Até antes. Tem tem uma entrevista,
o principal chefe militar do Vetinã era
um cidadão de 1,54 m de altura chamado
Nugen Von Giap.
>> GAP foi um grande estrategista. Uma vez
ele deu uma entrevista em 1970 para uma
jornalista italiana que a maior
entrevistadora, eu eu considero a
melhor, a maior entrevistadora que já
houve, ela chamava-se, ela já faleceu
também, Oriana Falat.
A Oriana Falat faz uma entrevista e
cobra do GIAP eh a avaliação que ele
havia feito acerca da ofensiva do Tet.
Francisco do Tet foi uma operação
desencadeada,
desencadeada pela
eh peloscongs, né, pela Frente Nacional
de Libertação no Vietnando do Sul. Eh, e
com apoio do exército do Vietnã do Norte
em vários pontos ao mesmo tempo. O Tet é
o ano novo chinês, por isso chamava-se
ofensiva do Tet. Eh, chegou inclusive a
ocupar a embaixada norte-americana em
Saigu, uma grande ofensiva, mas morreram
muito mais soldados e guerrilheiros
vietnamitas do que soldados
norte-americanos ou do que soldados do
exército Vietnã do Sul, que era aliado
aos Estados Unidos. E a Loriana Falat
cobra o o GIAP. Poxa, como é que você
diz que vocês venceram ofens do tete se
vocês perderam, não conseguiram manter
nenhum dos territórios conquistados e
ainda por cima vocês conseguiram, vocês
tiveram muito mais mortos do que os
norte-americanos. Como é que vocês dizem
isso? Que ganharam a ofensiva do Tet,
que foram vitoriosos na ofensiva do Tet.
Aí o GIAP falou: "Eh, senhora Falate,
uma guerra não é definida pelas perdas
humanas e materiais que você impõe ao
seu inimigo. Uma guerra é definida pela
sua capacidade
de resistir, de suportar as perdas
humanas e materiais que lhe são
impostas.
>> Uhum. Nós perdemos na guerra, até aquele
momento eles tinham perdido na guerra 2
milhões. Dizem que perdemos, que eles
nunca dão davam nome eh oficial, dizem
que perdemos 2 milhões de homens e
mulheres até agora. Os Estados Unidos
perderam 50.000 soldados até o momento.
Nós, com 2 milhões de mortos, suportamos
a guerra, o que a a guerra no que for
necessário. Os Estados Unidos com 50.000
miles já estão de joelhos. O que importa
é a resiliência de cada país e não sua
capacidade destrutiva. Isso é muito
importante levar em conta.
>> Claro.
>> É claro que o poderio militar dos
Estados Unidos leva muito mais
destruição do que o Irã pode levar de
destruição. Nem digo aos Estados Unidos,
mas a Israel, porque os Estados Unidos
estão longe como país, estão longe da
frente de batalha, né? muito mais
iranianos morrerão do que morrerão
norte-americanos e israelenses.
>> Mas você lembrou as estratégias do
Vietnã e de outros países? Eu fico aqui
a minha pergunta. Diante de eh
ações de de outros países tão poderosos
como Estados Unidos de Israel, qual que
é a estratégia iraniana para se defender
de inimigos tão poderosos? É uma guerra
de desgaste. O Irã conduz uma guerra de
desgaste. Vamos tentar entender o que
que é essa guerra de desgaste.
O Irã
não faz uma aposta na sua capacidade
defensiva. A capacidade defensiva do
Irã, a meu juízo, melhorou de 95
para 2026. Depois da chamada guerra dos
12 dias, nós vivemos uma melhoria na
capacidade
defensiva do Irã, né? Veja que o Iran tá
derrubando aviões norte-americanos,
tá derrubando drones, ele melhorou seu
sistema de defesa antiaéreo.
Na guerra dos 12 dias, Israel controla
em poucas horas os céus iranianos.
O Kiran aposta na sua capacidade
ofensiva, na sua capacidade
ofensiva balística, na capacidade dos
seus mísseis. Vamos trazer pro futebol.
Vamos. A melhor defesa é o ataque. Essa
é a lógica do Irã.
Ou seja, não é construir uma defesa
inespugnável, uma zaga que seja capaz de
proteger
o gol contra o ataque adversário. É
construir um ataque que seja capaz de de
fazer mais gols do que toma.
>> Mas trazendo aqui pro futebol, eh, o Irã
tem atacado também outros países. Você
acha justo atacar quem não tá
participando do jogo? Então agora vamos
entender o as colunas vertebrais
ou perdão, as os eixos principais dessa
estratégia do Irã de que a melhor defesa
é o ataque. Bom, perfeito. Então vamos
lá.
>> A
Irã golpeia duramente Israel.
Esse é um um um eixo fundamental,
provocar o máximo de dor possível em
Israel.
>> Isso tá acontecendo.
>> Isso tá acontecendo numa escala jamais
vista.
Israel nunca viu uma situação como essa,
pelo menos não desde a guerra de 73,
em que o território israelense atacado
seguidamente com muita força e com muito
impacto.
Então, este é um eixo. Por que eles
atacam Israel?
para provocar erosão
política e social dentro do regime
sionista
para fazer com que
haja divisões no regime sionista para
provocar uma situação na qual a
sociedade israelense divida sobre a
guerra, além de, claro, atingir
objetivos militares que enfraqueçam o
regime sionista. Eles querem destruir a
capacidade militar de Israel a partir
dos seus ataques de mísseis.
>> Uhum.
Eh, as notícias que nessas 48 horas
circulam é que o Irã está conseguindo,
ao menos parcialmente esse resultado.
Não é muito claro,
não está muito confirmado quais são
esses resultados, mas é evidente que a
situação em Tela Vive, a situação
em Berchava, no centro Bercheva, no
centro de Israel, a situação em Raifa, a
situação no norte de Israel não tem
nada. E agora no sul também hoje pelo
chamamos mísseis contra não não sul eh
>> no norte é o resbol no sul em função de
ataques balísticos diretos, ataques de
mísseis diretos do Irã, a vida em Israel
está tá sendo transformada num inferno.
Então esse é um eixo. O segundo eixo, o
ataque às bases norte-americanas. Onde é
que estão as bases norte-americanas no
Oriente Médio, além de Israel ser uma
grande base militar norte-americana? ão
em sete países. Tão em sete países.
Arábia Saudita,
Emirados Árabes Unidos, Barém, Qatar,
>> Oã, Qatar, no Iraque e no Kuit, né?
Então, o Irã tá atacando as bases
militares norte-americanas e tá atacando
também os porta-aviões norte-americanos
ali pelo Golfo Bérsico. Ataque pesado
com mísseis, pesado, nãoé? Com
resultados já visíveis.
Esse então é um segundo eixo. É um
segundo eixo.
Terceiro eixo é colateral ao segundo.
Os países árabes, os governos dos países
árabes que resolveram se aliar a Israel
e aos Estados Unidos devem pagar por
isso.
Então o Irã começa a atacar parte da
infraestrutura desses países.
Começa a atacar, por exemplo, refinar de
petróleo na Arábia Saudita.
e adota uma medida fundamental para
estrangular a economia desses países e a
economia do ocidente, que é o fechamento
do estreito de Ormus.
>> Algo ocorrido desde ontem, né?
>> O estreito Ormous começou a ser fechado
ontem, tá consolidado o fechamento, já
não passa nenhuma embarcação.
>> É
>> isso, que que isso significa? Pelo
estreito de Ormus passa de 20 a 25% do
petróleo mundial.
Os países do Golfo Pérsico dependem do
estreito de Ormus para distribuir o seu
petróleo, para exportar o seu petróleo,
para exportar o seu petróleo.
O Iran fechou estra moço
para impor a esses países e também,
claro, as corporações, as empresas,
empresas ocidentais, um custo pela
guerra.
O Irã aparentemente faz uma aposta
de que ao punir os governos dos países
árabes que se aliam a Israel e que se
aliam aos Estados Unidos,
criarão um ambiente, uma situação, um
cenário no qual as massas muçulmanas
poderão mais cedo ou mais tarde se
levantar para derrubar esses governos.
Uma nova primavera árabe,
>> dessa vez uma primavera
>> islâmica,
>> uma primavera anti-imperialista.
É essa a posta do Irã. E colocar no chão
o Qatar, Arábia Saudita, Barém, Romã,
Barémin tem maioria Xita.
Desses sete países, o Golfo Pérsico tem
e maioria X.
>> O Irã tem mais poderio militar do que
esses países do Oriente Médio.
>> Mais poderio militar. O mais forte desse
país é a Arábia Saudita. Os Estados
Unidos teria que resgatá-
>> Arábia Saudita tem uma forte capacidade
aérea, mas o Irã construiu muita
capacidade balística, muita capacidade
em mísseis. O Irã tem
tinha até outubro, novembro do ano
passado, segundo fontes ocidentais,
cerca de 3.000 mísseis
>> dos mais diferentes tipos, incluindo
mísseis hipersônicos. e gastou quanto no
primeiro aí? Essas
>> essas essas informações não são
disponíveis. Além disso, o Iran é um
grande fabricante de drones e o Irã tá
usando drones que custam $5.000
para derrubar
mísseis, para bater mísseis ou até
aviões que podem custar dezenas de
milhões de dólares.
>> É o drone Kamikaz, aquele queã
>> que é barato,
>> 35.000 Então, é uma guerra na qual o
outro lado gasta mais dinheiro do que o
Irã.
>> Não é? Então esse esse é um outro um
outro eixo, né? Então nós temos Israel,
o ataque às bases militares e o e o
estrangulamento da economia dos países
árabes que apoiam
os Estados Unidos eh e Israel, não é?
Agora é curioso como o Irã organiza uma
escalada militar. O Irã não vai com tudo
logo de cara,
porque o Irã estudou muito a guerra dos
12 dias. Eu tive acesso a alguns
relatórios iranianos, alguns estudos
iranianos. Que que o Irã estudou na
Guerra dos 12 dias?
que é necessário
eh primeiro
encaixar o ataque de Israel e dos
Estados Unidos, mesmo que isso significa
signifique fortes perdas materiais, para
atacar Israel e Estados Unidos com toda
a força, quando a capacidade ofensiva
dos Estados Unidos de Israel entra em
declínio. Novamente eu vou recorrer ao
esporte, por favor. Em 1974 teve uma
célebre luta de box entre Mohamed Aliy
e George Forman. A luta foi no Zire do
Sling Saha.
>> Não é
George Forman é muito mais novo que
Mohamed Ali. Mohamed Ali já tava com 32
anos. George Forman tava com 23 anos e e
George Forman era um monstro. Vai vai
lembrar o tamanho do Jorge Forman. Ele é
um armário humano, né?
>> É. muito forte no auge da sua forma.
Mohamed enfrentar um leão.
>> Como é que o Mohamed Ali lutou com
contra o Jorge Forman?
>> Durante sete assaltos
>> ele só apanhou.
Na verdade, ele se protegia, ele
levantava sua guarda, mas o tempo todo
ele incentivava o Jorge Forman a bater.
O Forman conta numa entrevista, Forman
já faleceu, os dois já faleceram, mas o
Forman contava numa entrevista
>> que o o Mohamed chegava no seu ouvido
assim e dizia assim: "É só isso que você
é capaz de fazer?
É a sua força é só essa?"
>> Falando isso pro cara mais forte do
mundo, né?
>> Você não consegue bater mais forte? É só
isso que você é capaz de fazer. E o
Fórman ia com tudo, ia com tudo. E o
Fórman foi se cansando. No oitavo
assalto. Foi o único assalto em que
Mohamed Ali tomou a iniciativa da luta e
levou forma nocout.
Então, a estratégia do Irã, eu não sei
se vai dar certo. Eu não tô aqui fazendo
uma aposta que ela vá funcionar, mas a
estratégia do Irã tem uma curva de
acumulação. Então eles vêm anunciando, a
Guarda Revolucionária vem anunciando
>> novas medidas,
>> cada uma das ofensivas.
E eles têm usado nas primeiras ofensivas
lá velha,
mísseis antigos, porque eles descobriram
uma outra coisa sobre o domo de ferro em
Israel.
>> Ele cobre tudo.
>> Ele cobre tudo. Não importa, digamos, a
qualidade do míssil. Ele funciona como
aqueles disparadores em tiro ao prato,
que você vai jogando prato, vai jogando
prato, vai jogando prato,
>> pode ser de ouro, pode ser do que for,
de lata. Perfeito. Então ele e e eles e
ele percebe que eles perceberam que o
domo de ferro ele tem um ponto de de
exaustão. Quer dizer, ele ataca, ataca,
ataca, ataca, ataca, ataca, mas ele vai
abrindo janelas,
>> não é? E nessas janelas eles colocam os
mísseis
>> de maior qualidade. Eles foram
compreendendo o algoritmo do domo de
ferro. Acho que ontem na Globo News eles
deram essa explicação. Acho que eles
lançam seis, sete mísseis, o oitavo eles
seguram tempo e soltam. Esse o domo não
pega. Exatamente. E aí eles foram
descobrindo isso. Eles estão furando o
domo de ferro mais do que os israelenses
imaginavam que podia acontecer. É pior o
grau de destruição do que foi em 2025.
Eu conversei hoje com um israelense
amigo meu, não posso revelar o nome
porque colocaria a situação dele em
segurança, em risco, risco.
>> Em risco de segurança,
>> em risco de segurança.
>> Eh, ele me disse: "Breno, a situação
aqui é calamitosa.
Ele mora em Teliv. O grau de destruição
em Telavíco.
As pessoas estão com em pânico.
E vai lembrar que o território
israelense deve ser como Sergipe ou algo
muito próximo disso.
>> Então, eh, essa é a situação. Quer
dizer, o Irã vai escalar
progressivamente sua capacidade
balística, não é?
Eh, vamos ver o que vai acontecer. Vamos
ver o que vai acontecer agora. O Irã não
é peixe morto, não é galinha morta. E
essa galinha tá sozinha. China e Rússia
vão apoiar a guerra e vão se sim ou se
não, como
>> olha, eh,
a China e a Rússia tem apoiado o Irã,
especialmente a China. A China tá
abastecendo o arsenal iraniano.
>> Com o quê? com mísseis, com munição, com
sistemas de defesa antiaérea. A China tá
jogando um papel em fortalecer a
capacidade de defesa e de ataque do Irã
e a Rússia também. Lembrando até que o
principal fornecedor de drones para a
Rússia é o Irã paraa guerra na Ucrânia.
>> Uhum.
>> Não é? Eh, há uma escalada diplomática
forte de Rússia e China. A China e a
Rússia não vão se envolver diretamente
na guerra, mas se a China e a Rússia
fizerem pelo Irã o que metade do que a
OTAN dos Estados Unidos fizeram pela
Ucrânia, metade a situação vai ficar
feia para Israel e vai ficar feio pros
Estados Unidos. Agora, qual é o objetivo
do Irã nessa guerra? Essa é uma questão
que a gente tem que levar em conta,
porque eu considero que nós estamos em
que a principal contradição ali no
Oriente Médio é a é uma luta existencial
entre dois regimes antagônicos e um terá
que acabar com outro para ver paz. Ou
sobrevive o regime sionista ou sobrevive
a República Islâmica do Irã.
>> Nossa, mas esse é um é uma análise
importante. Eh,
>> essa é a grande contradição. Ambos estão
numa luta existencial. É possível acabar
com algum dos dois regimes?
Eu considero que é mais fácil acabar com
regime sionista do que com a República
Islâmica de Irã. Por que isso? Por que
isso? Porque as contradições estruturais
do regime sionista são mais profundas do
que da República Islam da América?
>> Eu fiz cara de discordância. Isso aqui
não é um debate. Eh, mas a gente faz um
outro programa sobre isso. Não me parece
plausível que o lobbisionista dentro dos
Estados Unidos vai eh fazer com que os
Estados Unidos garanta a existência de
Israel para sempre. Depende,
depende,
depende. Seja, eh, se o custo Israel
passar a ser visto pela sociedade
norte-americana como um problema para
sua vida,
cria, vai se criar na sociedade
americana uma percepção de tem que se
livrar desse custo.
Várias vozes da direita já falam isso.
Por que que nós temos que ter esse bebê?
Que bem nos faz ter esse e e ter Israel?
>> Você é uma pessoa muito mais
>> qual o nosso interesse?
>> Você é uma pessoa muito mais culta do
que eu, mas para alguém que não tem
tanto conhecimento quanto você, e o meu
chute seria: "Esse bebê tem banco, esse
bebê tem jornal, esse bebê tem veículos
de comunicação." Eles mesmo nos Estados
Unidos, embora eles ten
>> esse bebê tem a meta,
>> tem muita força, tem muita força, mas
eles não são os donos dos Estados
Unidos.
Eles têm muita força, mas não são os
donos. E os Estados Unidos são uma
democracia eleitoral, bem ou mal, pelo
menos até agora, não é? Para e pensa num
trabalhador ali do meioeste,
norte-americano,
>> que tá trabalhando nos Estados Unidos. O
sujeito para tentar sobreviver agora tem
que trabalhar em jornada 14 por zero,
né?
>> Nem Facebook ele tem, né?
>> É, o sujeito tá ali ralando,
precarizado,
o salário que é uma porcaria, moradia
que é caríssima. plano de saúde melhor
caríssimo também.
>> [ __ ] aí o cara vê a notícia de que
>> três trilhões foram gastos,
>> foram para Israel, né?
E aí começa a ter, claro, começa a ter
eh
problemas militares com o Irã. O Irã
começa a resistir mais do que o
esperado. O Irã tem demonstra uma capac,
uma resiliência maior do que esperado.
Esse cidadão não vai olhar e falar: "Vem
cá, por que que eu tenho que viver mal
para que Israel sobreviva?"
>> Bom, acho que o Trump pensaria para
alguém financiar minha campanha,
>> porque é que a chave do Trump tá em
vencer rapidamente o Irã. Se ele não
vence rapidamente o Irã, aí sim os
problemas eleitorais dele serão imensos.
imensos. E isto enfraquece o
lobicionista,
porque o lobicionista ele não não ele
tem força. Evidente que ele tem força,
mas ninguém irá se sacrificar
eh de forma
fatal por um outro país,
>> pelo lob sionista.
Vai, isso vai provocar uma divisão, como
já tá provocando na direita
norte-americano. Por isso que eu digo, a
guerra do Irã é defensiva, porque eles
que foram atacados,
é defensiva e é uma guerra de desgaste.
Que que é uma guerra de desgaste? Uma
guerra como a que Mohamed Ali fez contra
Jorge Forma. É uma guerra que provoque a
exaustão do agressor,
a exaustão militar, a exaustão
econômica, a exaustão diplomática e
exaustão política. A situação dos
Estados Unidos não é tranquila. Em
outros momentos,
os Estados Unidos tinham o apoio
integral da Europa. Não estão com apoio
integral da Europa para atacar o Irã.
>> Estão com algum apoio. Vamos colocar
dessa maneira. Você vê que é o Reino
Unido, que é um vassal, o vassalo dos
vassalos em relação aos Estados Unidos,
>> governados por conservadores ou por
trabalhistas, tanto faz. O Reino Unido
se recusou, depois mudou de ideia, mas
se recusou a oferecer a aceitar que os
norte-americanos utilizassem base, uma
base aérea sua na região pros ataques
contra o Irã. Nós vimos o governo de
Pedro Sanchez na Espanha soltar uma nota
repudiando a agressão dos Estados Unidos
e Israel.
Então a é um é um momento que os Estados
Unidos não têm a mesma coesão do campo
ocidental que tinham no passado.
Os Estados Unidos tem Rússia e China
muito mais ativos a favor do Irã hoje do
que no passado.
O desgaste da imagem do regime sionista
hoje depois do genocídio Palestina é
brutalmente superior
>> do que no passado. Sabe o que que o
lobisionista tem atacado muito também?
Opera mund. Então pessoal, já que
estamos aqui falando sobre o lobby
sionista, vai aqui o nosso momento
comercial. Eh, apesar da brincadeira é
uma verdade, o lobisionista aqui no
Brasil tem atacado muito a Peramund, o
que tem nos deixado muito distante de
nossas receitas. Eh, então eu peço por
favor que vocês colaborem no super chat,
mandem perguntas, comentários, virem
membros do canal de Operamund, entrem em
operamunde.com.br
e se tornem membros do nosso site,
apoiadores do nosso site. Lá vocês vão
encontrar as melhores informações, não
só sobre a questão e do ataque ao Irã,
mas também sobre diversos outros
assuntos, tanto internacionais quanto
nacionais. Por favor, apoiem o Munde. A
gente precisa de vocês para poder
continuar aqui o nosso trabalho. Deixa
eu só concluir o que eu o que eu vinha,
eu tinha falado, eu esqueci um elemento
essencial.
>> Aquela pedinha foi boa, não foi?
>> A pedra foi boa, mas pedra foi tão boa
que eu me que me interrompeu.
>> Mas aqui eu tinha falado em quatro
eixos. Eu tinha, eu disse três deles,
né? Então, um eixo de da defesa do do
Irã é o ataque a Israel,
>> os eixos de defesa do Irã. Um outro eixo
é o ataque às bases militares
norte-americanas e também a seus
porta-aviões, não suas bases fixas. O
outro eixo é asfixia dos governos
árabes, asfixia econômica e militar dos
governos árabes que apõem Estados
Unidos, eh, Israel. E um outro eixo é a
mobilização de aliados do Irã contra os
Estados Unidos e Israel. Resbolar passou
a atacar Israel.
>> Uhum. Os Rutes já anunciaram que vão
atacar Israel
e outros grupos
eh islâmicos próã vão entrar em combate,
grupos, por exemplo, no Iraque,
até mesmo no Paquistão se fala em grupos
islâmicos dispostos a combater ao lado
do Irã. Que quer dizer combater ao lado
do Irã? Significa atacar Israel,
principalmente atacar Israel,
>> mantê-los culpados.
>> Então isso vai regionalizando a guerra.
e provocando uma fratura
no mundo islâmico para que uma parte dos
movimentos islâmicos
opera em defesa do Irã. Isso é muito
importante pro Irã. Criar, vou usar o
termo religioso que eles usam, criar uma
jrade islâmica, uma guerra santa
islâmica contra o regime sionista.
Enquanto existiu o regime sionista,
então não haverá paz no Oriente Médio. O
grande problema no Oriente Médio é o
regime sionista. É o cão de guarda do
imperialismo norte-americano na região.
Esse é o problema.
E o cão de guarda, como eu disse, trava
uma luta existencial contra o Irã. E o
Irã trava uma luta existencial contra o
regime sionista.
Por isso que essa é uma guerra que pode
até em algum momento ser suspensa por
algum cessar fogo, porque se os Estados
Unidos se verem dificuldades para
continuar
os ataques contra o Irã, os Estados
Unidos vão inventar uma negociação, né?
>> Claro.
>> Aliás, o Trump já tentou fazer isso e o
Iran falou: "Nós não
>> não vai negociar nada.
>> O Trump blefou. Não, já me procuraram
para negociar autoridades iranas. Mente.
>> Ninguém procurou ninguém.
>> Ele mente que não sente,
>> tá? Porque pode ser até que em algum
momento isso seja verdadeiro, que haja
algum cessar fogo. Guerras são assim,
não é? Guerras são assim, mas há uma
luta existencial.
Há uma luta existencial. O regime
sionista é uma ameaça a todos os países
do Oriente Médio. Pobres esse desses
governos árabes que acham que se
ajoelhando diante dos Estados Unidos e
diante de Israel serão poupados.
>> Mas você tá dizendo que a única solução
pro Oriente Médio é o fim do regime
sionista, do regime teocrático do regime
sionista.
>> Não tenho nenhuma dúvida.
>> Alguém aqui no nosso chat não pode se
perguntar: "E os outros regimes
teocráticos? Não tem que cair também?"
Veja, o problema aí não é a eh
teocracia. Eu não tô não tô discutindo
isso. Não tô discutindo o tipo de regime
que deve existir nos países. Por que que
o regime sionista é um problema? Por
pelo seu caráter confestional, não pelo
seu caráter colonial.
Ou seja, enquanto existia um regime cujo
propósito seja a colonização da
Palestina e a criação da grande Israel,
todos os países do Oriente Mé estão
ameaçados. O argumento tá muito claro.
>> Estão todos ameaçados.
Assim que o Irã, vamos supor que Israel
conseguisse derrubar junto com os
Estados Unidos a República Islâmica,
assim que o Irã deixasse de ser uma
força de contenção do regime sionista,
todos os países árabes vão estar
ameaçados.
>> Defenda o Deus que quiser.
>> Ajoelhem-se e beijem nossa mão ou serão
atacados.
É isto que vai acontecer.
O Irã não é uma república expansionista.
O Irã jamais disse a qualquer país,
jamais ofereceu uma ameaça a qualquer
país.
Mas Israel, sim. A todos. Bom, Israel só
nos últimos do anos massacrou a
população em Gaza. Ataca-se Jordânia,
ataca o Líbano, atacou a Síria,
atacou o Yemen,
atacou o Irã.
>> Uhum. em 48 meses.
E tá muito claro que o objetivo do
regime sionista é a grande Israel, a
qual me referia aqui, do rio Eufrates,
no Iraque até o rio Nilo no Egito.
Além de ser um regime expansionista, um
regime eh cuja lógica da guerra da
expansão e, portanto, é constitui uma
ameaça aos demais países do Oriente
Médio.
O regime sionista traz no âmago da sua
existência o racismo.
>> Você acha que essa sociedade
>> não é um problema religioso? Traz o traz
um elemento racista,
um elemento de supremacia étnica
judaica.
Enquanto este regime existir, não haverá
paz e não haverá justiça no Oriente
Médio.
Você acha que a maioria da sociedade
israelense respalda a teoria da grande
Israel?
ou objetivo.
>> Teria que ser aferido isso. Eu tenho
absoluta convicção de que a elite
israelense toda ela com graus com grau
com intensidade maior ou menor, sim, se
alinha em torno da ideia do grande
Israel. Pode existir setores sionistas
minoritários que não, mas a maioria
sionista, a maioria da elite sionista é
favorável a essa essa tese. Eu não tenho
nenhuma dúvida disso. Essa tese não veio
com a direita sionista. Essa tese já foi
apresentada
de maneira cínica por Bengurion.
Bengurion foi o fundador do Estado de
Israel, primeiro primeiro ministro de
Israel.
>> Bengurion, quando estava para ser aceita
a partilha da Palestina em 1947,
Bengurion disse assim, eh, para
convencer os seus pares a aceitar a
partilha, porque a partilha não dava a
Israel toda a Palestina, dava 53,5% da
Palestina. Ele disse assim: "Pessoal,
vamos aceitar.
Isso não significa abidicar o nosso
objetivo final.
Nós aceitamos a partilha como ela está e
nós e ao longo do tempo iremos
avançando,
>> foi avisado.
>> Iremos avançando, avançando primeiro em
relação à Palestina que aconteceu e
depois iremos avançar até recuperarmos
as terras de Israel. em hebraico é erets
Israel. Que que são as terras de Israel?
São exatamente essas fronteiras do que
um dia foi o reino unido de Israel e
Judá 1000 anos antes de Cristo, como eu
já me referia aqui na na entrevista, não
é? Então isso sempre e o Bengurion ele
era da ala supostamente da ala moderada
do sionismo. Alguns dizem da ala
esquerda do sionismo, porque o seu
partido eh era um partido que que
eh falava de socialismo e de
trabalhismo. Era o atual partido
trabalhista na eh uma pai era o partido
do Benguri naquele momento, depois virou
a Vodade, depois partido trabalhista,
mas a raiz do Partido Trabalhista é uma
pai de de Bengurion. Ele se dizia um
partido trabalhista, filiado ali, depois
se filiou de um pós-guerra, se filia a a
internacional socialista. Então ele era
tido como um o expoente principal, ele
Goldameir, Moché Dayan, Itzakraben,
eh Simon Perez, eles eram tidos como da
esquerda sionista. Alguns são de
sionismo de esquerda, que eu acho um
oxímoro, né? Eu posso até aceitar a
ideia de que o sionismo tem ala esquerda
e ala direita. compreendendo a ala
esquerda como sua ala moderada e à
direita como sua ala extremista, não é?
Mas sionismo de esquerda faz sentido
quanto o nazismo de esquerda,
>> né? É uma ela como doutrina o sionismo é
necessariamente de direito, não é? Pela
sua característica supremacista,
colonialista, etc., né? Então,
>> eh
Bengurion era dessa ala moderada, dessa
ala esquerda e ele já defendia grande
Israel. Herets, Israel contra Mediná,
Israel. Mediná, Israel é o estado de
Israel moderno, atual nas suas
fronteiras, que foi se expandindo
através de guerras a partir de 48 e hoje
controla 100% da Palestina, 100% do rio
ao mar, do rio Jordão ao mar
Mediterrâneo, a um só estado que é o
estado de Israel. Mas a sua pretensão
rumo à grande Israel não é mais
escondida.
>> Mas eh você nos apresentou hoje um
futuro muito incerto, né? Porque Israel
não vai acabar hoje. É, seria um
processo longuíssimo. Eh, e o Irã vai
resistir. Eh,
como vai ficar esse passe?
Se Irã vai resistir, Israel não vai
acabar.
>> Momento, em algum momento, em algum
momento
a corda se romperá. E eu estou
convencido
que as a fragilidade
do regime sionista é visível. Não é a
fragilidade militar,
é a fragilidade estrutural,
o grau de isolamento,
o problema demográfico.
Eu aqui disse que Israel é um só estado
do rio ao mar, mas nesse estado do rio
ao mar, os judeus já não são maioria.
Como faz?
Dos 15 milhões que moram nesse estado do
rio Omar, só 7.2 2 milhões são judeus,
>> algo como a metade.
>> Como é que você mantém um estado de
supremacia étnica sem que haja maioria
étnica,
ainda por cima, reivindicando-se como
uma democracia liberal na qual ocorrem
eleições.
>> É, antes de você falar isso, você fala
pela força,
>> pela força,
>> pela força,
>> subjulgando as outras etnias.
>> Isso é uma fragilidade estrutural que
nenhuma força militar resolve.
mais cedo ou mais tarde. Isso decompõe a
capacidade de preservação do estado. O
eh historiador israelense, judeu,
anticionista, Ilampape, ele faz uma
afirmação. Eu entrevistei o pessoal,
quem quiser
>> pode assistir, pode procurar o nosso
canal entrevista que eu fiz com o Ilan
Pap. Ele diz assim: "Nós vivemos o
início do fim do regime sianista
e eu concordo com o Ilan Pap.
Eles possuem ainda uma força militar
financeira imensa, porque são protegidos
pelos Estados Unidos. Se os Estados
Unidos desprotegendo Israel na segunda
de manhã, na quarta tarde acabou.
Na quarta tarde não existe mais Israel.
O regime sionista se desmontou. Ele é
uma artificialidade.
Eles dependem 100% dos Estados Unidos.
Militarmente 100%, economicamente
70%.
Realmente, porque se mas um regime que
depende da força militar,
se a força militar se degrada, como é
que ele se mantém?
>> Então, a gente só precisava convencer os
norte-americanos que esse bebê não é
dele.
>> É uma batalha importantíssima essa
batalha, pela opinião pública
norte-americana,
não é? Por romper os laços de distintos
grupos sociais e ideológicos dos Estados
Unidos com Israel. Acho que se eu fosse
norte-americano, essa seria minha
militância.
Muitos judeus eh
norte-americanos,
>> acho que seria a sua também,
>> muitos judeus norte-americanos estão
rompendo o consismo e assumindo esta
causa de que os Estados Unidos eh
devem interromper, cortar, suspender as
políticas de apoio a Israel por se
tratar de um regime colonial e racista.
até setores da direita começam a abraçar
essa tese, repito, como Tucker Cson, que
chegou até a ser detido no aeroporto de
Telavive.
>> Verdade,
>> não é? Então,
>> estruturalmente o regime sanista é
frágil.
Interessant. Se matarem, se o Irão
conseguir matar o Netaniarro, nós vamos
ver festa no mundo inteiro. Essa festa
que não houve com a morte de Camenei,
haverá uma, haveria uma festa no mundo
se mata Netaniarro inacreditável.
Nós veríamos milhões e milhões de
pessoas nas ruas, inclusive nas ruas dos
Estados Unidos, celebrando a morte de
Netania. Seria uma das maiores festas já
vistas. Como isso aqui é um jornal, não
vou nem dizer por onde que essa festa
vai começar. Isso aí deixa você. Mas sem
dúvida, seria uma festa
>> totalmente diferente do que aconteceu
com o Assassinado Cameni, né?
>> Absolutamente.
>> Houve festa para morte do Camené em
algum lugar
>> em Londres? Havia uns 10 ali tomando uma
cerveja.
>> Seguidores do Parlave.
>> É claro. Seguidores do Parlave.
>> Uma um grupinho de iranianos.
>> Isso. Uns 20 aliados em Londres.
Qualquer coisa assim com alguns
israelenses nomes. Netanearro. Se esse
míssil que o Irã disse que jogou contra
o escritório acertasse a cabeça
>> desse nazi sionista,
>> era outro carnaval.
>> Nossa senhora, uma festa gigantesca no
mundo inteiro. Nós viríamos viríamos
dias e dias de celebração.
Seria algo
raramente visto desde o fim da Segunda
Guerra Mundial.
É isso que nós assistimos o mundo
inteiro. Milhões de pessoas indo às ruas
celebrar a morte de Netanira. Isso
revela a fragilidade estrutural. Um
regime isolado que se sustenta pela
força, que depende de mesada, que
depende de mesada. É um filho caro, não
é? Eh, um regime que tá se decompondo.
Tá se decompondo.
A República Islâmica tem suas
contradições e problemas? Claro que tem.
Claro que tem. Mas as fragilidades
do regime sionista são muito maiores.
Ele se sustenta pela força militar e
pelo apoio norte-americano e pelo apoio
do lobby sionista no mundo e pelo apoio
de governos europeus. Claro, esses essa
aliança ocidental garante a
sobrevivência do regime sionista, não é?
Eh, mas as fragilidades estruturais são
imensas. Não vou entrar aqui em outro
programa, mas é aquilo que a gente
estava conversando. Talvez pro Ocidente
seja interessante um país ocidental no
Oriente Médio para todo sempre. é um cão
de guarda.
>> É isso.
>> Mas
eh
>> você jamais deix deixaria morrer seu cão
de guarda.
>> Cada cada Mas cada vez fica mais claro
para setores
sociais no Ocidente que isso não é só
que um cão de guarda caro, é que é um
cão de guarda maligno,
>> sem controle.
>> É um um cão de guarda sem controle. É um
c de guarda capaz de crimes
muito semelhantes a do nazismo. Não há
sustentação moral para selar esse cão de
guarda.
>> Ele é pior que o dono.
>> Você não consegue contar pros filhos
que isso é bonito.
Você não consegue explicar pra sociedade
que isso tem uma ética elevada.
É a mesma coisa que contar
pra sociedade
eh que o regime nazista deveria ser
protegido.
É uma interessante comparação.
Trazendo aqui pro Brasil, o que que você
achou da nota do governo a respeito do
conflito? Conflito não, do ataque nas
circunstâncias inter atuais do Brasil.
Razoável, não é? Razoável. Foi uma nota
de condenação às agressões,
de chamamento às negociações de paz. Eh,
não foi uma nota dois ladistas, não foi
uma nota contra esse e contra aqueles
contra a agressão, condenando a agressão
dos Estados Unidos e de Israel.
em termos diplomáticos do Itamarati, a
gente já sabe como que a nota do
Itamarati, governo brasileiro revela
grande preocupação.
>> É que o Lula deu uma escorregada alguns
dias antes quando tava nos Emirados
Árabes de que ele não tava pensando no
assunto do Irã, que ele tava pensando as
relações com Emirados Árabes. Mas nessa
vou passar um pano porque você responde
um milhão de perguntas, você tá no
Emirados Árabes, enfim, parece isso. Mas
nós de Tamarati, o Brasil não é um ator
nesse nesse contexto, não,
>> né? Não é um ator nesse contexto. Tá num
ano eleitoral eh tem aí essa reunião
Lula Trump para acontecer em março. Vai
acontecer.
>> É,
>> eu acho que o Lula pode dar uma de
carioca, né? Tá bom.
>> Ó, a gente fica, a gente vai se falando.
>> Eu não tinha essa pergunta gravada aqui.
>> A gente vai, vai se falando. Ô, Trump,
pô, legal. Vamos, vamos conversar assim,
>> a gente toma, a gente toma uma cerveja,
mas eu vou, eu não fiz essa, essa
pergunta, mas eu vou anotar ela aqui,
vou colocar na resposta. Foi ruim, mas
foi bom. Foi bom, mas foi ruim. Tá
ótimo. Tá meio termo ali.
>> Mas veja, é uma um problema assim, o
fato de que se que é um ano eleitoral,
não é? Claro.
>> Eh,
a relação com os Estados Unidos será
conduzida pelo governo brasileiro com um
olho no gato, outro olho no peixe, um
outro um olho no cenário internacional e
outro olho na situação interna, não é?
Eh, o Lula ter
equacionado
aquela crise com os Estados Unidos, lhe
fez bem eleitoralmente,
não É verdade.
>> Então,
>> é verdade.
>> Eh, eu tenho muitas dúvidas
se um discurso mais soberanista não
faria melhor ainda, porque recordemos
que a popularidade do Lula subiu não
principalmente quando ele resolveu a
crise com os Estados Unidos, mas quando
ele defendeu o país contra a agressão do
Trump. Foi ali que a popularidade dele
subiu. É necessário avaliar se não seria
melhor defender os princípios
na questão internacional,
>> o que significaria uma condenação
duríssima dos Estados Unidos
>> mesmo que parece uma brava, né?
>> Claro. Se isso não acaba sendo um ativo
eleitoral mais
>> ainda maior
>> potente do que essa conversa
Itamarateca. Essa conversa tem uma
grande preocupação. A instituição mais
preocupada do mundo é Itamaratique. Ele
sempre tem uma grande preocupação.
>> Não, e para quem tiver oportunidade, vai
no Itamarati que no prédio você já vê
porque é tudo assim, tudo muito bonito e
caem águas da parede e tal. Eh, última
pergunta do dia, que eu acho que vale a
pena a gente ajudar nosso público a se
orientar. Uma pessoa que seja de
esquerda, que seja uma pessoa
progressista, como ela deve avaliar,
argumentar com seus amigos, falar sobre
o conflito, sobre o ataque
norte-americano israelense contra o Irã?
>> Eu não tenho só um um parênteses sobre
isso, se defendendo e argumentando que
sim, é um regime diferente do que a
gente eh trabalha, pode ter questões a
respeito do direito das mulheres, do
direito LGBT. Acho que sempre cai nisso.
E eu gostaria que você oferecesse
argumentos para quando alguém.
>> Olha, eu acho que as pessoas todas de
esquerda ou de direita, elas têm que faz
se fazer uma pergunta: qual é o grande
problema do mundo?
E eu acho que o grande problema do mundo
é a existência de um sistema
imperialista putrefato,
apodrecido, liderado pelos Estados
Unidos, que se
reivindica, que reivindica o direito de
intervir nos demais países para impor
soluções que atendam aos seus
interesses. Esse é o maior problema do
mundo. Como é o problema do mundo não tá
em determinados regimes nacionais que
podem ser mais ou menos simpáticos aos
valores nos quais nós acreditamos, a
questão fundamental do mundo é a
existência desse sistema imperialista
que está podre, mas que ainda tem muita
força militar e tem também, claro, força
econômica, né? Este é o grande problema,
este é o grande inimigo dos povos.
Esse sistema imperialista tem diversos
destacamentos, né? O destacamento
sionista é importantíssimo lá no Oriente
Médio. O fascismo é outro destacamento.
A extrema direita é outro destacamento
desse sistema imperialista, não é? Eh,
enquanto esse sistema imperialista não
for derrotado, não há como você cobrar
dos povos ou cobrar dos países ou cobrar
dos regimes mais direitos humanos, mais
democracia, mais liberdade.
Não há como. Porque esses países que
buscam caminhos diferentes do que
aqueles ditados pelos Estados Unidos e
pelo Ocidente, esses países são sempre
colocados sob ameaça. E como eles estão
ameaçados, eles têm que se fechar para
se defender.
>> Claro. Portanto, se nós queremos
que os povos possam, de forma soberana
desenvolver regimes mais democráticos,
mais livres, mais prósperos, é
necessário acabar com esse sistema
imperialista que quer impor sua vontade
outras nações, que sequestra presidente,
que mata líder religioso, que invade,
que ataca, sem nunca ter sido atacado.
Portanto, o grande inimigo dos povos
é o imperialismo.
O grande inimigo dos povos é o sistema
imperialista liderado pelos Estados
Unidos.
E se a gente eh chega a essa conclusão,
diante de qualquer conflito, nós temos
que nos lembrar disso.
E por isso que diante desta guerra, de
um lado dos Estados Unidos de Israel, do
outro lado do Irã, não pode haver
dúvidas, especialmente para as pessoas
de esquerda.
Não pode haver qualquer dúvida,
solidariedade
incondicional ao Irã, porque o Irã, o
Irã está travando uma batalha heróica
e não só pela República Islâmica. É uma
batalha heroica pelo povo palestino. É
uma batalha heróica para livrar o
Oriente Médio do regime sionista. É uma
batalha heróica para livrar o mundo do
sistema imperialista. Eles são hoje,
gostemos ou não, da República Islâmica.
O Irã é o destacamento de vanguarda da
luta antierialista.
Há algum outro estado mais valente e
capacitado para enfrentar o imperialismo
do que o Irã?
Isso daria outro programa, mas a gente
poderia dizer que eh no na questão
militar, não, na questão econômica, a
China estaria para, eu tô dizendo, na
conjugação
das capacidades econômicas, militares e
mais do que tudo da vontade política a
algum outro estado disposto a disposto a
enfrentar com tanta valentia o
imperialismo?
>> De forma nenhuma. Portanto, ao povo
iraniano, a República Islâmica do Irã,
neste momento em que enfrenta essa
guerra de agressão por parte dos Estados
Unidos
e de Israel, não pode haver outra
postura que não a da solidariedade com o
Irã.
>> E os problemas que o Irã, porventura
tem, a gente vê depois.
>> E o Irã vê depois. Nós não temos que ver
esses problemas. Não isso, nós não temos
como resolver os problemas internos do
Irã. É o povo iraniano que vai ter que
resolver,
>> não? Claro,
>> o que tem que ser garantido
>> ao povo iraniano. E aí a solidariedade
internacional muito importante, é que o
povo iraniano tem o direito de resolver
seus problemas sem intervenção, sem
invasão, sem desrespeito à sua
soberania. Eu, perfeito. Eu eu falei
ontem para um amigo, eu também, eu sou
vô do casamento gay, eh, da liberdade de
expressão, dos direitos humanos, só que
sendo bombardeado, é muito mais difícil
conquistar essas coisas, né? Eh, aí um
outro amigo e judeu tava defendendo
Israel, falando todas essas coisas, que
Israel tem liberdade. Falei: "Israel tem
liberdade de expressão, mas mataram 150
crianças ontem." Isso não me parece
muito liberdade de expressão. É o estilo
israelense de ser, né? Você você pode
casar sendo o mesmo sexo, mas aí você
mata 150 crianças.
>> Veja o que que é as os alguns detalhes
dessa guerra, né? Primeiro ataque que
foi feito, uma escola de meninas.
>> E eu fiz um vídeo pro Ópera com 50
mortes, deu 30 minutos depois que eu
postei, já eram 80, passou uma hora,
eram 100. Falei: "A próxima vez eu vou
esperar para ver quantas crianças Israel
vai matar."
>> Escola de meninas.
>> É. Atacou atacou para matar.
>> Isso é o sionismo. Qual é o ataque em
curso atualmente? Destruição de
hospitais.
>> Tava no Ópera hoje. Você leu a matéria?
A matéria é estarrecedora.
>> Distrição de hospitais. Isso é o
sionismo. O sionismo tem parentesco
moral com o nazismo.
>> Ô Paula, o que aconteceria se qualquer
país explodisse hospitais e escolas
primárias em Israel? Acho que seria uma
guerra mundial contra esse país? Seria
uma coisa assim,
>> esse país seria esses esse um país
queesse isso deveria ser tratado como um
pária, devia ser isolado,
combatido, mas o estado de Israel ele é
protegido pelos Estados Unidos. que é
esse é o estilo sionista,
esse é o estilo. Crianças, hospitais,
ele possui parentesco moral com o
nazismo.
Isso é muito importante que fique claro.
E nós não podemos ficar nunca ao lado de
um regime que tenha parentesco moral com
o nazismo. E esse parentesco tem o Trump
também.
Nós não podemos ficar do lado de quem
tem parentesco moral, com nazismo.
Essa é uma questão de princípio,
>> né? É muito bom visto, ainda mais que
você é judeu, então você não tem essa
essa culpa.
Bom, vamos ao super chat que eu pedi
dinheiro na câmera, você viu? Agora eu
preciso contemplar eh os nossos
queridíssimos apoiadores.
Eu vou até eu vou procurar aqui porque
eu vou ler o primeiro super chat eh que
apareceu. Se você adivinhar de quem é,
você ganha um um picolé. Conceição Lima.
Nossa grande Conceição Lima.
>> Super chat. Um dia eu eu vou convidar a
Conceição para vir assistir um programa
pessoalmente.
>> Pernambuco.
>> Então vamos fazer um em Pernambuco.
>> Eu conheci a Conceição Lim. Foi no
lançamento de um livro meu lá em Recife.
>> Bom, a gente deveria gravar um em
Pernambuco para ela poder assistir
pessoalmente. Esse ela não precisa
mandar o super chat. Eh, Conceição Lima
mandou aqui pra gente: "Só o desgaste do
governo Trump frente à opinião pública
dos Estados Unidos pode deter?"
>> Isso é um dos fatores. Mas
fundamentalmente o Irã precisa
demonstrar a capacidade militar de
encurralar Estados Unidos de Israel. e
mandou um abraço para você e um para mim
também, mas como o programa depende mais
da sua participação, fica um abraço mais
apertado em você. Eh, Eduardo Herman,
membro há mais de se meses do canal.
Pessoal, tornem-se membros do canal,
isso é fundamental pra gente. Boa noite,
Breno. O que pensam os sunitas dos
países do Golfo sobre a cooperação com o
imperialismo? A chance de nascer
insurgências contra as realezas?
>> Eu acho que sim. ainda não há indícios
de que esteja ocorrendo, mas eh pode vir
a acontecer. Há uma há um um há sinais
de incômodo
eh diante da posição dessas monarquias
em relação aos Estados Unidos, a Israel.
>> Você comentou um pouco sobre isso no
início do nosso programa de hoje, né?
Eh, Magno Luiz Garcia Oliveira, também
membro do canal. Qual o impacto da queda
do Irã, caso ocorra, para o
desenvolvimento do Brick?
seria um desastre,
seria uma derrota estratégica para
Rússia e China em primeiro lugar com
graves consequências sobre Brix. Seria
um triunfo estratégico importante dos
Estados Unidos que provavelmente
eh lhes permitiria ter um uma dilatação,
um fôlego na sua hegemonia por um bom
tempo.
Está entendido? Queria agradecer a
Fernanda que mandou uma contribuição
aqui pra gente. Fernanda Rocha. Eh,
Silvia,
Silvia Regina mandou aqui pra gente a
seguinte questão. Seria o canto do Cisne
estadunidense Israel o ataque ao Irã?
>> Pode ser,
pode ser. Os iranianos estão convencidos
que sim. O governo iranheiro estão
convencidos. Eu tive oportunidade de ler
um relatório do governo iraniano e eles
dizem isso claramente, que o regime
sionista encontrará sua morte nesse
ataque ao Irã e que os Estados Unidos
perderão, terão sua pior derrota, a pior
derrota estratégica na sua luta por
manter hegemonia.
>> Interessantíssimo.
>> Agora,
eu acho que pode ser. Eu não tenho a
mesma convicção do governo porque eu não
tenho os elementos de análise para poder
fazer uma afirmação desse tipo e eu
espero que seja.
>> O jornalismo não é imparcial.
O jornalismo não imparcial não existe.
Jornalismo tem que ser objetivo.
>> Eu concordo plenamente. Eh,
Mauro Peixoto,
Trump partiu para cima do Irã porque o
petróleo da Venezuela está garantido.
Abraços.
Não,
não há uma relação entre uma coisa e
outra. Não consigo ver essa relação. Eh,
Trump já tava por muito antes da do
ataque à Venezuela, Trump já vinha
desenvolvendo uma política de pressão e
cerca contra o Irã. Aliás, uma política
de pressão cerca contra o Irã tem
décadas. dos Estados Unidos conduz essa
política há muito tempo. Isso tem a ver
com a geopolítica do Oriente Médio. Não
tem a ver eh sequer com fornecimento de
petróleo no sentido estrito. Ou seja, a
preocupação principal do Trump com o
Irão, é o petróleo iraniano, é o papel
do Irano Oriente Médio, eh, como
obstáculo a hegemonia norte-americana
numa região que detém 60% do petróleo
mundial.
>> É, acima de tudo, geopolítica. É, eh,
Sebastião
Holanda, eh, membro do canal há mais de
se meses, também mandou sua
contribuição. Existe algo que nós
podemos fazer para ajudar o Irã em sua
luta de resistência, além de apoiar
financeiramente o Mund para que ele
continue denunciando a agressão injusta
contra o Irã? Eu adorei a sugestão. É
uma sugestão,
>> pô. É uma sugestão excelente.
>> Isso é ajuda importante financiar Peraú.
Mas claro, manifestações, elas estão
sendo convocadas, manifestações de
repúdio, agressão imperialista dos
Estados Unidos e Israel. Deve se
participar dessas manifestações onde e
quando elas ocorram.
>> Perfeitamente. Eh, Eduardo Herman mandou
aqui mais uma contribuição pra gente.
>> Perdão, justiça seja feita. Quem
primeiro organizou uma manifestação em
solidariedade ao Irã ocorreu nesse
sábado agora. Sábado, dia primeiro, já
tava marcada, coincidiu com ataque o
Irã.
Foi no domingo, perdão, no domingo, dia
1eo de março,
>> quem organizou
>> foi o PCO, partido da Causa Operária,
>> de verdade. A gente entrevistou o
recentemente. O partido tá de parabéns o
partido da Causa Operária por ter
organizado essa mobilização, que outros
partidos de esquerda tenham a mesma
valentia e a mesma o mesmo sentido
anti-imperialista. estaremos na
manifestação.
Eh, Eduardo Herman mandou aqui mais uma
contribuição, membro a seis meses do
canal. Eh, sem mudança de regime, sem
cessar fogo, você acredita que Estados
Unidos e Israel poderiam recorrer a
armas nucleares? Eh, se isso ocorrer,
Rússia e China continuarem apenas
observando ou reagiriam?
Reagiriam. A arma nuclear não é uma
hipótese. Os Estados Unidos não
autorizariam Israel usar arma nuclear
porque saberia sabe das consequências.
É um caminho sem fim.
>> Não, porque se Russa e China se
ajoelharem diante da bomba de uma bomba
nuclear usada contra o Irã, é sinal
de um sinal de vulnerabilidade
inadmissível numa no no na situação
mundial.
>> Eu não vou fazer aqui futurologia, mas a
única resposta possível seria jogar
alguma bomba atômica em Israel. E aí é
uma guerra mundial, mas seria esse o
>> Não, eu não acredito que isso ocorra.
Nada é impossível. Vamos levar sempre em
consideração
quem são os dirigentes de Israel, quem
são os dirigentes dos Estados Unidos
hoje. Não é impossível, mas não é
provável.
>> Não.
Eh,
Tevôia Quebrar, membro do canal h 6
meses, mandou aqui sua contribuição.
Muito obrigado. China pode ser para o
Irã. O mesmo que a Europa é para a
Ucrânia.
>> Oxalá. Inxalá.
>> Inxalá. Eh, quem mais poderia dar
suporte? Essa guerra pode minar Estados
Unidos e Israel como gostariam que
tivesse acontecido com a Rússia em
relação à Ucrânia? É sobre o desgaste,
né? Acho que você falou bastante sobre
isso, mas você pode trazer um pouco
mais.
>> Não, é disso que se trata. Ou seja, eh,
o Irã pode impor um desgaste Estados
Unidos e Israel de alta monta.
E isso pode levar ao aprofundamento da
crise do sistema imperialista e da crise
do regime sionista. É isso que tá em
jogo. Como eu disse, uma batalha
existencial entre a República Islâmica e
entre o regime sionista apoiado pelo
sistema imperialista.
A Conceição Tavares mandou mais uma
dúvida aí.
>> Conão Lima.
>> Conceição Lima, perdão. Eh, mandou aqui
mais uma dúvida. Qual o peso o peso da
guerra algorítmica do pessoal do Vale do
Silício? tem a ver com os radares, a
capacidade dos Estados Unidos.
>> Você vê o Irã atingiu um depósito, um um
data center da Amazon, bagunçando o
funcionamento da Amazon. Eles estão
alvejando não apenas as bases militares,
mas também as infraestruturas dos
Estados Unidos eh no Oriente Médio. Faz
parte da sua da sua estratégia,
aparentemente,
>> correto? Eh, o Ruben mandou aqui sua
contribuição no super chat e ele mandou
uma correção. Eh, você me corrigiu a
respeito da da afirmação que eu vi sobre
Israel e acho que ele mandou uma
correção sobre a sua correção. Vamos ler
aqui. Breno, corrige aí. O projeto
Grande Israel abrange desde o ribeiro do
Egito, o AD Elarish, ele colocou entre
parênteses, no leste do Sinai até o rio
Eufrates, na Síria, e não desde do Nilo.
Não,
>> não, não, não. O rio Eufrates não fica
na Síria, fica no Iraque,
né? Do Iraque. O Iraque antigamente, na
época do Reino Unido, Israel, Judá, o
Iraque era antiga Mesopotâmia.
Então, o rio Ofrates é no Iraque e o rio
ao qual se refere a Bíblia é o rio Nilo.
O rio Nilo é no Egito. Então, essas são
as fronteiras
eh longitudinais
>> da grande Israel.
De qualquer forma, obrigado, Ruben, pela
sua contribuição. Chegando em casa, vou
até olhar tudo isso. Eh, Rinaldo
Oliveira mandou aqui, membro do canal
também. Muito obrigado, Rinaldo. Mas a
Rússia não tinha aqueles problemas dos
judeus russos? Qual que é o problema dos
judeus russos?
>> Não sei.
>> Os judeus tiveram muitos problemas em
muitos lugares.
>> Não sei. Não tem.
>> Eh,
Neusa Faria também membra do canal. Um
abraço pra Neusa. Eh, Breno. E a Turquia
está ao lado do povo iraniano? Acho que
a Turquia tá meio,
>> a Turquia faz um jogo ambíguo. A Turquia
tem dito que não permitirá que seu
território seja usado contraataques ao
ir por ataques contra o Irã. A Turquia
não é uma força de colaboração
com os Estados Unidos e com Israel
contra o Irã, mas a Turquia tampouco é
uma força solidária ao Irã. Muitos
analisam que a Turquia deseja ter seu
próprio protagonismo no Oriente Médio,
que a Turquia acredita que
o confronto entre Estados Unidos e
Israel de um lado e o Irã do outro
levará um esvaziamento desta
polarização.
E quem emergirá
como protagonista no Oriente Médio, será
a velha capital do império turco
otomano.
A gente faz um programa sobre isso,
dimentic
>> veja que a Turquia
tá animada pelo resultado que obteve na
Síria. O principal estado a intervir na
crise Síria, levando a derrubada de
Assad, foi a Turquia. Não foram os
Estados Unidos, não foi Israel, não foi
o Irã, foi a Turquia. A Turquia é quem
apoia
eh
Aljalani e seu grupo,
>> que é um membro da um ex membro da que
leva o a unidade entre o o HTS, né, o
grupo do do Aljalan com o exército eh
armado sírio, que era o grupo mais
vinculado da Turquia, e com outros
grupos, criando a coalisão que derrubou
o Assad. A Turquia foi a principal força
de articulação.
Então, a Turquia também tem um papel
importante na repressão aos curdos. Os
curdos existem na Turquia, no Iraque e
no Irã predominantemente, não é? Então,
a Turquia
>> tinha interesse na luta contra o
separatismo turco.
Travou por muitos anos uma um combate
aos curdos turcos. Os curdos turcos.
Curdos turcos. os curdos turcos jogaram
a toalha, deixou de desistir o PKK, que
era a principal organização armada da
resistência
a a Turquia. Eh, deixou dizer há poucos
meses atrás,
>> sim.
Eh, e a Turquia também tinha interesse
na repressão, na desorganização,
eh, dos curdos sírios,
o que foi obtido por decisões recentes o
governo Alani. Então,
eh, a Turquia aparentemente ambiciona
protagonismo Médio.
>> Interessante.
>> Lembrando sempre que a Turquia não é um
país árabe, mas é um país de é um é um
país de maioria muçulmana.
Interessante. Eh,
mais uma pergunta
da Cibelle Nunes. Vamos ler aqui. Membro
do canal há mais de um ano.
Comprei o super chat, mas não fiz a
pergunta. Muito bem. Também gosto desse
tipo de contribuição. Eh, ouvi que os
Estados Unidos na mesa de negociação
exigia que o Irã declarasse e deixasse
de apoiar a Palestina e a M em Líbano. É
real? Essa é fácil de responder. Nunca
saberemos e não deve ser real.
>> Não, não, não. A exigência dos Estados
Unidos eh eram que o Irã renunciasse à
energia nuclear, que o Irã renunciasse à
fabricação de mísseis eh com capacidade
ofensiva contra Israel e que o Irã
rompesse qualquer tipo de contribuição
com chamado eixo da resistência.
>> Resistência.
>> Essa era as exigências. O Irã aceitou
negociar a questão nuclear. As outras
questões diziam respeito à soberania
iraniana, ele não aceitava negociar. É
>> aquele aquele tipo de proposta, a gente
já falou sobre isso, né? a preparação
pro ataque.
Eh, teve a quebrar mesma fez novamente
uma outra contribuição, membro do canal
a 6 meses. Eh, o sionismo encontrou
abrigo na extrema direita
neopentecostais, forças de segurança,
máfias, tráficos e milícias em vários
países. O sionismo expandido não é
perigoso mesmo com o suposto isolamento
por conta do genocídio,
ele é sempre perigoso pela sua
capacidade militar
e pela sua baixa moral, pela sua
disposição de cometer crimes que só os
nazistas cometiam. Evidentemente que ele
é sempre perigoso e por isso que o
processo de derrota do regime sionista,
ele inevitavelmente, embora eu acredite
que o fim do regime sionista se dará
principalmente por uma crise interna em
Israel, inevitavelmente essa crise só se
aprofundará se Israel começar a sofrer
derrotas militares,
como aconteceu com a África do Sul do
Apartaide, onde a crise interna acabaria
levando ao fim do regime do apartiide,
mas a partir de derrotas militares, as
derrotas, fundamentalmente a derrota
sofrida diante do exército cubano na
batalha de Cuitto Carnevale, eh, em
1988,
>> eh, histórica e heróica. Leem sobre o
tema que é muito interessante.
>> Falta faz fidel no mundo.
>> Pois é. Eh,
Emerson mandou aqui sua contribuição no
super chat. Hoje o pessoal eh está muito
ligado ao tema, muito curioso sobre as
suas análises. Eh, eu diria que hoje foi
uma das melhores, mas eu faço os elogios
no final. Brenoiton, boa noite. E é
possível associar esse ataque de Israel,
Estados Unidos ao Irã e a campanha
desastrosa do IPEC em New Jersey? Eh,
estamos diante do início da perda de
influência do lobby sionista nos Estados
Unidos, mesmo que lentamente,
mais do que New Jess, o problema é Nova
York, né? Você vê que o prefeito ele
conseguiu derrotar o lob sionista e ele
tem tido uma posição muito firme na
denúncia,
>> tem mantido, né,
>> na denúncia das da agressão dos Estados
Unidos e de Israel contra o Irã, não é?
Então, tá se abrindo
buracos no casco do lobionista. Se o
lobionista está perdendo força de uma
hora para outra. Não, mas o lobionista
tá perdendo força.
>> Deixa eu fazer uma pergunta aqui.
>> Quando No, como é que como é que é a
tradução do filme No Otherland que
ganhou o Oscar? Não vou lembrar, vocês
sabem
>> em português. Enfim, o fato desse filme
foi que era um documentário sobre sobre
a Palestina, esqueci
>> ganho o Oscar,
eh, é um sinal de que o Lobsionista tá
se enfraquecendo.
E se novamente agora a voz de
Rag
o prefeito?
>> Não, não, não, não. A menina, o filme,
esse é outro filme que tá concorrendo se
ele voltar a ganhar
>> um filme sobre é outro sinal.
>> É, eu fiquei um pouco em dúvida agora.
Eu não preciso fazer super chat porque
>> Terra das sombras.
>> Não, não, não é terra das sombras. É
terra das sombras. Vai dar o o Google.
É. É bom,
>> o nosso público vai dar um Google, vai
saber. Mas obrigado aí a equipe.
>> Esse outro filme que eu tô falando é a
voz de Rind Rajab.
>> Ah, sim. Nossa, mas é super triste esse
filme. Eu não sei se vai ter condições
>> tá entre os cinco indicados pro Oscar de
melhor filme.
>> Você assistiu?
>> Assisti. Impressionante.
>> Bom, depois você me conta. Acho que eu
não tenho
eh estômago para isso.
>> Interessante.
>> É uma é um
>> Vale a pena o sofrimento.
>> Ele é um filme. Você lembra quando você
era garoto que eu te levei para ver um
filme que era O Garoto do pijama?
>> O menino do pijama listrado.
>> O menino do pijama listrado. Você
>> você lembra como é que a gente viu no
cinema esse filme?
>> Você passava na Segunda Guerra Mundial
que era um garoto?
>> Sim. Que era, ele ficava amigo eh diante
do muro, né? Diante das grades de um
filho de um nazista. Eh, se o mais
importante que o filme, que é um filme
ótimo, todos podem assistir, não vejam
domingo à tarde, que já é um dia muito
triste, vejam numa sexta-feira à noite,
alguma coisa assim. Lembra como ficou o
cinema depois do filme?
>> Ninguém levanta a cadeira. A mesma coisa
aconteceu quando eu fui assistir a voz
de Rind Raj.
>> Ninguém levanta a cadeira.
>> Nem as pessoas choravam. Acho que foi o
único dia que eu vi você chorar na minha
vida.
>> Eh, que que eu i perguntar antes dessa
parte cultural?
Eh, eu ia até fazer uma brincadeira só.
Não, não. Super chats hoje é até às 11
horas da noite. Espero que você tenha
jantado. Eh,
Breno Diogo Guzmão mandou aqui no super
chat também, Breno, concordo que o
sionismo é uma objeção, mas gostaria de
saber o que você veria como futuro para
o povo judeu se caísse o regime?
Sobreveria Israel de outra forma, em
outro território? Como funcionaria?
>> A minha solução é muito simples, é a
mais simples de todas. Para quem
>> já não existe um estado só do rio Omar
com 15 milhões de pessoas, 7.2 milhões
de judeus, 7 milhões de palestinos,
sendo que 5 milhões estão em territórios
ocupados, 2 milhões são cidadãos
chamados cidadãos árabes israelenses. E
você tem aí mais uns 600, 700.000 de
outras etnias.
Um homem, uma mulher, um voto, um só
estado para toda essa gente. Todo mundo
vota, todo mundo elege, todo mundo
constitui uma só república,
preferencialmente laica, democrática, se
for possível socialista. Hum.
>> Mas deixe de ser um estado étnico, deixe
de ser um estado de supremacia ética, um
estado no qual judeus, muçulmanos,
cristãos, drusos, ateus, todos possam
viver em paz com regras de proteção,
regras de transição, porque há, claro,
muita tensão acumulada, mas é isso, um
só estado, como funciona o Brasil
ou outros países,
>> é isso
>> que tanto se admira. É isso. Você tem
estados como a Rússia, por exemplo, que
tem mais de 100 etnias, elas lutam entre
si.
De forma nenhuma.
>> O fim do sionismo significa a
possibilidade de judeus, muçulmanos,
cristãos conviverem em paz.
Não dá possível convivência em paz. Se
você constrói um regime com base no
metnia, os judeus proclama ser com base
no metin cuja lógica é racista e
colonial. Evidente que aí você não tem
como eh ter paz. Claro,
>> essa é a minha ideia. Eu acho que a
ideia dos dois estados, ela tá
totalmente superada, ela é inviável e a
solução um só estado.
Não parece uma solução excelente. Eh,
ainda mais que a Palestina é sagrada
para todo mundo, ficaria mais fácil e se
assim fosse. Ah, lembrei a minha
pergunta. Eu não preciso mandar o super
chat porque sou filho tem que ter alguma
alguma vantagem. A minha pergunta é a
seguinte: atualmente, quais são as
forças na sociedade norte-americana que
apoiam o lobicionista? Porque a gente
tava conversando aqui hoje, já se começa
a perder apoio no mundo cultural, vamos
dizer dessa maneira. Prefeitos como de
Nova York começam a se eleger com uma
pauta muito diferente do lob sionista.
Você comentou na nossa conversa hoje que
estados como Texas, esses estados mais e
conservadores, digamos assim, eh, não
estão nem aí pro labicionista? Quem
apoia o labicionista atualmente? O
licionista, ele é transversal, tá
presente entre os republicanos e os
democratas, ele tem muito dinheiro, é o
segundo maior lobby do Estados Unidos.
Nos Estados Unidos existe uma
regulamentação oficial de lobes, ao
contrário do Brasil. No Brasil o lobby é
proibido. Nós sabemos que existe, mas
ele é proibido.
>> Ele é o segundo maior lobby, só fica
atrás da Associação Nacional de Rifles,
que é o maior dos lobis,
>> é o maior a maior sociedade. O Apec
possui um orçamento livre de 100 milhões
de dólares anuais.
Então ele é muito dinheiro, é muito
dinheiro. Eh, fora as relações
empresariais implícitas no lobicionista,
porque o lobicionista é constituído por
um grupo de multimilionários
que não apenas doam pro lobicionista,
como doam paraas campanhas daqueles que
estão acord em acordo com o lobicionista
e sabotam aqueles que estão em
desacordo. Então, esse labicionista, ele
tem, por conta da força empresarial dos
seus integrantes, ele tem presença no
parlamento, no governo, nas agências do
estado norte-americano, na polícia, eh
claro, na indústria cultural, na
indústria eh da informação, no sistema
financeiro, ele tem tentáculos por toda
parte, não é? Agora, é o que eu disse,
eh, ele tá perdendo força. Eu acho que a
tendência é perder cada vez mais força.
Vai ser de uma hora para outra? Não, não
vai ser de uma hora para outra, mas ele
tá perdendo legitimidade, porque uma
coisa é um lobby que surgiu quando
surgiu eh sob o pretexto de tá
organizando a solidariedade
>> a um povo que tanto sofreu,
>> a um povo que tanto sofreu, a um estado
que será o lar nacional de quem foi
massacrado pelo nazismo. Outra coisa,
organizar a solidariedade,
>> a um regime que massacra, que submete um
outro povo a métodos semelhantes aqueles
que os judeus foram submetidos. Aí já
muda de figura.
>> Sim.
>> Né? Então você tem uma um
enfraquecimento do lobionista.
>> E a Associação Nacional de Rifles é o
maior lobby. Eu acho que é em tiros em
Columbine que o Michael More passa
metade do documentário falando mal da
associação, crítica à associação,
entrevista a gente da associação,
faltando um minuto pro filme acabar, ele
aparece falando: "Olha, eu fiz tudo
isso, mas eu também sou membro. da
associação nacional de rifles.
>> Eh, basicamente todo mundifles, se eu
não me engano, tem 1 milhão de membros,
2 milhões, 10 milhões. É um negócio
enorme.
>> E eles lutam pelo quê? Bom, depois a
gente
>> pelo direito de se armar,
>> mas já não tem um todo, você pode ter um
fuzil na sua casa.
>> Sempre ter, sempre houve parlamentares,
sempre houve proposições de limitar ou
proibir o porte de armas, a posse e o
porte de armas nos Estados Unidos. Eles
lutam para manter.
>> Acho que eles estão
>> não só o de revólveres, mas
>> eu acho que eles estão conseguindo, né?
Eles estão, o lobby deles tá tem
>> caminhado. Estático, sim, estáticado é
complexo. Eu não, eu não acompanho muito
esse tempo, falar a verdade, né? Nem eu
tampouco. Eh, última pergunta do super
chat é de Rinaldo Oliveira, muito
obrigado pela sua contribuição. Também
membro do canal, eh, virou membro mês
passado. Muito obrigado, seja bem-vindo,
Rinaldo. Breno, os judeus russos que
migraram para Israel nasceram na Rússia.
Uhum.
>> O Putin poderá colaborar livremente com
o Irã em prejuízo desses cidadãos
russos?
>> Hum. Veja, esses cidadãos russos, eles
hoje são cidadãos israelenses.
>> É,
>> não é? Eles têm familiares na Rússia? É
possível que sim. Agora, eu não vejo o
Putin determinando sua política em
relação ao Irã desses russos,
a o tom das notas russas e o tom do
próprio Putin contra Estados Unidos e
Israel por conta do ataque ao Irã. O tom
é alto. Eu não sei não é tão alto, mas o
tom, mas também não tão baixo, viu? Só
para deixar claro. O tom dessas notas é
um tom duro. Eu não vejo Putin levando
muito em conta esse aspecto. Acho que
faz tempo que ele não leva em conta esse
aspecto.
Acabaram super chat. Acho que tá na hora
de jantar.
>> Acho que sim.
>> Bom, então queria te agradecer. Acho que
hoje foi um dos melhores programas que a
gente fez. é muito esclarecedor. Eu
mesmo, apesar de ter te perguntado 1
milhão de coisas nos últimos dois dias,
eh, recebi aqui novas informações.
Então, agradeço sua presença. Acho que o
público ficou bastante contente.
Chegando em casa, vou até assistir para
ver o que que o nosso público achou.
Você, por favor, faça os agradecimentos
a todo o nosso público. Eles gostam de
te ouvir. Agradeço também a equipe que
esteve aqui até o tardar da hora e me
agradeça também, né? Tô aqui ouvindo
você ficar famoso.
>> Então, vamos lá. Então vou agradecer a
nossa equipe aqui, tá presente, a Laila,
o Ed,
>> Bia,
>> a Bia. Agradeço aqui o Tom, que foi meu
entrevistador hoje. E agradeço, acima de
tudo, eu sempre agradeço a audiência
porque a audiência é que dá visibilidade
ao programa e audiência que ajuda a
sustentar o Operamunde. Então, eu queria
agradecer a todos e todas reforçar o
pedido de contribuições financeiras.
Tenho certeza que quando esses temas
Irã, sionismo, eles voltam a est a estar
no primeiro no primeiro na primeira
posição na opinião pública e o Opera
Mund trata desses temas, podem ter
certeza que o lobicionista vai tentar
reduzir as nossas receitas publicitárias
de novo. Então, nós precisamos muito,
muito, muito, muito da colaboração eh de
vocês. Hoje nós tivemos um belo público,
né? Acho que estávamos aí com quase
6.000 1000 pessoas ao vivo.
>> 5722.
>> 5722
ao vivo. Um bom público, não é? Um
público bem legal. Então, compartilhem o
programa, contribuam,
eh, e vamos acompanhar, vamos continuar
acompanhando tanto no site de Ópera Mund
quanto no canal essa guerra de agressão
de Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Perfeito. Será que deu para ouvir eu
derrubando o microfone? Acho que deu,
né? Fez um barulhão.
>> Não. Bom, muito obrigado, pessoal.
Tchau, tchau. Tchau. Boa noite,
Ask follow-up questions or revisit key timestamps.
O programa analisa o ataque do Irã coordenado entre Estados Unidos e Israel, que resultou na morte do Ayatolá Alikai. Discute os objetivos dos EUA e Israel em desestabilizar o Irã, a correlação de forças internacionais e internas, e as reações esperadas da Rússia e China. Explora a estratégia de Israel de expandir seu território ("Grande Israel") e a tática eleitoral de Netanyahu. Analisa o impacto político interno nos EUA e a percepção pública da guerra. Discute a cultura xiita de martírio e a resiliência do Irã diante de perdas. Examina a estratégia iraniana de guerra de desgaste e ataque ofensivo, incluindo ações contra Israel, bases americanas e países árabes aliados. Aborda o fechamento do Estreito de Ormuz e a busca por uma "primavera islâmica". Explora a superioridade militar dos EUA, mas ressalta a importância da resiliência e resistência. Detalha a estratégia iraniana de ataque progressivo, explorando o "domo de ferro" de Israel. Discute o papel da China e Rússia no apoio ao Irã e a natureza existencial do conflito entre Irã e Israel. Analisa a fragilidade estrutural do regime sionista e a dependência dos EUA. Por fim, aborda a posição do Brasil, a resposta da comunidade internacional e a perspectiva de um único estado para judeus e palestinos, além de discutir o enfraquecimento do lobby sionista e o futuro do povo judeu.
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