Por Que Cada Corrente Marxista Interpreta Marx Diferente
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O Thaago já mandou isso aqui mais de uma
vez. Eu vou responder ele. Tho, fica
tranquilo, meu filho. Eu tô lendo as
coisas. Não precisa mandar 30 vezes,
não. Fala, João. Tudo certo? Você pode
explicar qual que é a diferença entre o
que defendem os leministas e os
trotosquistas? Pergunto porque eu
gostaria de um dia ver os camaradas da
internet se unindo. Thaago, é
infinitamente mais complexo
do que isso, tá? Se você quiser ver
[música] um conteúdo que eu acho muito
bom falando a respeito disso, tem um
conteúdo do Ian, ele tá falando de um
livro do Harpa Br, que para mim é o
melhor livro sobre o assunto, que é esse
livro aqui, ó, que é o trotquismo versus
leninismo, lições da história. Esse
livro é muito difícil de achar em
português, mas você acha ele caído do
caminhão com muita facilidade. Depois eu
procuro ele para você se quiser. Vamos
lá. Vou começar lá de trás. Vou começar
lá de trás e [música] vou tentar
explicar superficialmente,
muito superficialmente, básico do bar.
Eu tenho a mais absoluta certeza que
levarei pedrada de todos os lados, mas
faz parte. Marxismo. Que que é o
marxismo? Quem que é o marxista? É quem
vai seguir a obra teórica de Marx e
Engels. Beleza? Tranquilo? Depois do
Marx e Engels, a gente tem um primeiro
salto
qualitativo. Quando a gente diz que a
gente teve um salto qualitativo, o que
que a gente tá querendo dizer? A gente
tá querendo dizer que este acúmulo, que
este aumento na teoria, ele foi em todas
as partes. Ele não foi simplesmente um
pequeno salto numa compreensão
econômica. Ele não foi só um salto
organizativo,
ele não foi só um salto
eh filosófico.
Nós estamos falando de saltos de
acúmulos que mudaram todas as bases
desta teoria, atualizando ela para o seu
tempo. O Lenin nunca, nunca virou e
falou assim: "Agora todos são
leninistas". O Lenin sempre foi um
marxista. Quem erige o leninismo a um
novo salto qualitativo são os seus
seguidores. São as pessoas que vêm a
posterior. As pessoas vão analisar a
obra do Lenin e vão falar: "Gente, o
Lenin deu um salto em tudo da teoria
marxista. Ele deu um salto filosófico,
ele deu um [música] salto na economia
política, ele deu um salto organizativo,
enfim, agora a gente tem um novo nível,
marxismo leninismo. O trotquismo não é
necessariamente leninista. É a primeira
coisa. Aqui eu vou te dizer o que que um
lado vai falar e o que que o próprio
trotquismo vai falar. O trotisquismo
também não é uma coisa unívoca.
Dentro do trotquismo existem correntes
diferentes e às vezes até antagônicas
dentro do trotsk. Beleza? [música]
Primeiro, nem todo trotquista vai
considerar lenin um [música] salto
qualitativo. Alguns vão, tem alguns que
consideram, nem todos consideram. Para
os trotquistas, quem teria dado este
salto tercia sido o Trotsk. para os
marxistas leninistas, não. Beleza? Então
você tem aqui os trotquistas seguinte: a
teoria marxiana, ou seja, criada por
Marx e Engels, partes do leninismo, nem
todo o leninismo,
o que foi criado por Trotsk, que eles
vão considerar um novo sal. Beleza,
marxistas leninistas aqui. Eu sou
marxista, leninista, maí. Por quê? que
eu considero homoísmo
um terceiro salto qualitativo, uma
atualização
que traz tanta coisa em tanto [música]
lugar e tanto aporte que ele não é
simplesmente quantitativo, ele não
melhora uma coisa daqui, uma coisa de
lá, ele não vai entrar na tradição
marxista leninista, ele vai dar um novo
salto e vai criar um novo ismo. O ismo
aqui significa um salto qualitativo.
Então, para mim e para todos os maístas,
a gente tem marxismo, leninismo, maísmo.
Nós maístas nem todos somos do da mesma
vertente. Existem dúvidas, contradições,
conversas em todos nós. Aí são outras
coisas, não foi da sua pergunta, eu vou
voltar aqui. Mas deu para [música] pegar
um pouquinho aqui do básico, do básico,
do básico, do básico. É isso. Cestrum
Noctum.
Oi, João. Você pode recomendar obras do
nosso campo que fale sobre a contradição
entre o individualismo e a vida como
coletivo?
Se possível obras que abordem de um
ponto de vista psicológico?
Cara, eh, de um ponto de vista
psicológico, que eu mais vou te
recomendar é Fanon.
Fanon é ótimo para falar disso. Por quê?
que Fanon vai tá trabalhando muito isso
em boa parte dos seus dos seus livros.
Se você pega o texto que é lá, né, do
começo da da clínica dele na Argélia, o
um sindroma norte-africano, se eu não me
engano, ou se você pegar, por exemplo, o
sociologia de uma revolução, o LAN de la
revolução geren, ano 5 da revolução
argina, eu não lembro como que ele saiu
traduzido em português, mas agora ele
saiu, tem na Jorgiza
tá panão é muito bom para isso, muito
bom.
mesmo. Tô vendo que o professor Ricardo
tá aqui. Um beijo pro professor Ricardo.
Ele tá recomendando Mesaros. Eu vou
fechar com ele no Mesaros porque eu ia
te recomendar o pai do Mesaros, né?
Assim, eu ia te recomendar o Lucash,
só que o Lucas é uma leitura pesada, é
uma leitura chata, é uma leitura
difícil. O Mesaros, cara, escreve
infinitamente
melhor do que o Lukash. E para mim,
escrever melhor é a escrita que é mais
compreensível.
Isso foi uma coisa, cara, que eu aprendi
ao longo da minha vida e é por isso que
eu tenho tanta dificuldade de escrever.
Quando eu era um jovem mancebo
com 20 anos de idade só nas costas,
eu tava no meu mestrado, fui fazer a
qualificação e eles queriam me passar
pro meu doutorado direto.
Meu irmão, eu era pedante na minha
escrita, tá? Para um [ __ ] mas muito.
Por quê? Porque eu achava que eu tinha
que escrever da forma mais tétrica
possível
para eu me tornar igual às pessoas que
eu lia no meu campo e que escreviam da
pior forma possível.
Na faculdade,
na disciplina de medieval, o primeiro
contato que eu tive com o teórico
medievalista foi com o mais pedante
deles todos, que é o Alan Guerrô.
feudalismo, um horizonte teórico.
E eu li aquela [ __ ] e falei: "Porra, se
eu quero ser medievalista, eu tenho que
ser pior ou igual ao Alan Guerrot". O
que que é pedante? Alguém que escreve de
forma difícil, que usa palavras
rebuscadas à toa, que o foco da
comunicação não é o a comunicação,
é quase que você tá escrevendo num outro
idioma que é só para os iniciados,
porque aí só o pessoal da academia vai
te entender e aí você fica lá na rodinha
de [ __ ] acadêmica, tá? Eu era muito
assim, muito assim, muito.
Cara, a vergonha que eu tenho hoje,
extremamente culto, absurdamente culto,
desnecessariamente
culto. E não é só a questão de ser
culto. Às vezes o cara é muito culto,
mas ele passa o que ele tá querendo.
O cara que é pedante, ele tá comendo
feijão e arrotando caviar,
saca?
E assim, velho, e na moral, de coração,
o Mesaros escreve ridiculamente bem
e o Lukas não.
Lukas é muito tétrico.
Tétrico. Muito té, muito tétrico. Muito
fechado. É, é, é, cara, é hermeticamente
lacrado aquilo ali, sabe? Você não tem
toda uma base, não tem? Tio, você é gago
também? Acho que não.
Às vezes a gente para para pensar e a
gente repete como função fática. Se isso
é considerado gagueira, ninguém nunca me
deu um diagnóstico.
Enfim,
Ricardo tava falando, o Mesaros é ótimo
para isso, tá? O Mesaros é de fato muito
bom também para essas relações. E o
Mesarus ele busca escrever alguns livros
mais simples ainda.
O Mesaros tem livros que são livros
muito pesados do ponto de vista eh
teórico.
E ele tem livros que não, que ele fala
assim: "Porra, eu quero que esse livro
chegue no maior número de pessoas
possível".
Então, além do fan mesav, além deles,
tem muita gente dentro da pedagogia e
dentro da psicologia histórica, que
também vai ser muito bom. Dentro da
pedagogia, qualquer um dos grandes
pedagogos soviéticos que você pegar vão
eventualmente em um texto ou outro
abordar isso. Que que eu te
recomendaria?
a que para mim escreve melhor de todos
eles, que é a Nadies da Krupskaia.
No livro que saiu traduzido da Nades da
Krupskaia,
na expressão popular
tem textos que vão contemplar a sua
busca, tá? Se você entrar aí, ó, agora
expressão.com.br.
Vou até entrar aqui, ó. Você pode
procurar aqui
procia,
tá? Aí, ó, construção da pedagogia
socialista. Esse livro vai te ajudar
para [música] um [ __ ] Ele é muito
bom para isso.
Show, show. Se você quiser,
o pessoal da psicologia
histórica aí, meu irmão, cola aqui, ó.
Bruno Catares. Deixa eu só pegar o
negócio do Bruno aqui, ó.
Aqui é o cataris. Aqui vai ter o
arquivo. Não, não é isso que eu quero
não. Eu quero link tri do Bruno. Deixa
eu voltar ali.
Aqui é o link tri do Bruno. Aqui vai ter
o site, a após, tal, milhões de coisas,
curso que ele tá dando, tá? Aqui tem um
drive de psicologia materialista. Nesse
drive você vai achar o texto de todo
mundo. Que que você faz? Você vai no
site primeiro. No site você vai procurar
os termos que te interessam mais. E aí,
cara? Eu não sei se vai ser o Leonev, se
vai ser o Ilienkov, se vai ser o Luria,
mas vai ter muita gente que vai chegar
aqui. Mais perto que eu cheguei disso aí
foi a escola comuna. A escola comuna
agora eu esqueci, é do Shugin ou do
Pistruck. Eu acho que a escola comuna é
do Pist. Vamos [música] conferir aqui.
Moises Pruck ou Victor Schugin, não
lembro. A escola comuna
é do Pistraca.
Moises Pistrak, tá? Enfim, eh, também o
pessoal de psicologia histórica vai ter
muitos textos e neste sentido,
né? E aí, como eu tenho muita
dificuldade de escrever bem, eu escrevo
pouco.
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O vídeo discute as diferenças entre marxismo, leninismo e trotskismo, explicando que o leninismo e o trotskismo são saltos qualitativos dentro do marxismo, cada um com suas próprias interpretações e seguidores. Também aborda a importância da clareza e acessibilidade na escrita acadêmica, criticando o pedantismo. Por fim, recomenda obras de autores como Fanon, Meszaros, Krupskaia e Bruno Cataris para quem busca entender a contradição entre individualismo e coletividade sob uma perspectiva psicológica e histórica.
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