Alguns fazem Submarino, a gente faz Chevette elétrico!
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Hoje o Diast recebe GU Ferrares, a mente
por trás de projetos que vão de
computadores submersos, simuladores do
tamanho de calos reais e até um chevete
elétrico. Acredite [risadas]
se quiser. Primeiro no Labs e agora no
canal reset, sempre empurrando ali o
limite do que dá para fazer com
criatividade, parafuso, uma impressora
3D e um pouco de irresponsabilidade
calculada.
Além da sua qualidade como comunicador
ser muito boa, a didática com a qual
você apresenta os projetos que você tá
fazendo é muito muito interessante. Eh,
um dos projetos preferidos do seu canal
que eu assisti, que eu acho que esse até
do do Lebs ainda, não é do Reset, foi do
primeiro PC submerso que você fez. legal
>> que você testou vários líquidos
diferentes. Ah, não, esse aqui não pode
porque esse aqui é condutivo. Ah, não,
esse aqui tem minérios, então esse aqui
não pode. E de maneira simples você
apresentou vários conceitos bacanas
assim que se você for parar para pensar
é umas coisas de física, química.
>> Exato. É conceitos científicos, mas do
jeito que você explica, você fala assim:
"Nossa, como que eu não pensei nisso
antes? Faz todo sentido". Na verdade
assim, eh, eu não tenho muito
conhecimento dessa parte e a ideia do
canal sempre foi tipo, o que eu domino
eu domino, o que eu não domino a gente
vai aprender juntos e vamos testar, né?
E muito de pesquisa. Então, hoje a gente
faz bastante pesquisa para poder fazer
esses vídeos. Esse do Aquário eu fiz,
cara, eu já fiz umas duas ou três vezes.
A primeira vez eu acho que foi na época
da Rockets ainda lá atrás que eu fiz pro
David Jones. era um computador
customizado em óleo mineral, que depois
eu até falei pra galera que foi uma
assim, foi um equívoco completo, porque
imagina um computador que pesava 70 kg
de óleo mineral na casa de um youtuber,
tá ligado? [risadas] Então, tipo, era
loucura assim, mas a gente adorava
inventar essas loucuras. E aí depois eu
fiz de novo, né, com aqueles fluidos de
elétricos que são utilizados para
mineração aí numa versão mais estável e
tal, mas com que funcionou muito bem
assim, durou eu depois de um ano e pouco
eu desmontei. E aí, cara, a ideia do
canal sempre foi essa, né? tentar
mostrar essas coisas de forma criativa,
eh, um pouco educacional, mas eu acho
que ainda assim com o pé no
entretenimento. Eh, eu eu tento passar o
conhecimento, mas sempre com pé no
entretenimento. Eu acho que o público
meio que eu pelo menos quando vou
assistir o YouTube, assistir alguma
coisa, cara, é para relaxar. É tipo,
putz, para relaxar mesmo. Quando eu vou
assistir algo, eh, por exemplo, mais
educacional, é quando eu tô no meu
horário de trabalho, que eu preciso
pesquisar algo para aprender fazer algo.
Mas eu tento tratar eh o meu público
para que ele assista o meu conteúdo na
hora de relaxar, tá ligado? Então, é a
hora que ele vai se divertir, é a hora
que ele vai gastar aquele tempo para ver
conteúdo eh meio que de entretenimento,
mas ele acaba aderindo algumas
informações nesse meio, sabe? Então eu
tento ser eh esse cara, sabe, desse tipo
de conteúdo.
>> Conselhar essas duas coisas deve ser eh
bem desafiador, eu imagino, né? Porque
parecem duas, sei lá, duas nuances, dois
pontos do espectro muito à parte um do
outro, o entretenimento da educação. No
entanto, você e diversos outros canais
conseguem fazer essa mistura de uma
forma muito interessante, a ponto de que
quem quer só ver umas loucuragem com PC,
tecnologia e coisa assim, vai clicar
nesse vídeo, vai se satisfazer e quem
quer aprender alguma coisa no processo
consegue tirar essa informação. Agora eu
te pergunto algo que talvez você já
tenha refletido sobre ou você faz
intuitivamente, não sei, mas como é que
você dosa o quanto de informação versus
entretenimento você coloca num vídeo?
>> Cara, eu não sei. [risadas]
Tipo assim, ó, é basicamente depende
muito do conteúdo, tá ligado? E tem
conteúdos, como eu falei, o que eu
domino, eu tento trazer mais educ de
forma mais educativa. Aquilo que eu não
domino acaba indo mais pro
entretenimento. Então, quando a gente
vai falar de computador, hardware, eh,
specs e tal, eu tenho a bagagem para
poder trazer algumas informações. Quando
a gente vai falar de alguma coisa
relacionada a componentes eletrônicos e
tal, eu tento trazer eh um pouco mais de
informação, mas, por exemplo, no caso da
montagem do Chevete elétrico que eu tô
fazendo, que é totalmente fora da minha
área, tipo assim, é outra parada, tem a
parte educacional, mas ela normalmente
não vem de mim, ela vem de outras
pessoas que trabalham com isso e acabam
participando na produção dos vídeos.
Agora, eu trato o projeto de Chevete
como um pouco do entretenimento, sabe?
Tipo, eu não consigo trazer muita
informação ali, até porque eu não
domino. Por mais que eu pesquise e traga
poucas coisas, eu acho que a dosagem
desse projeto, ela é mais o
entretenimento do que o educacional, até
por eu não ter domínio da coisa. Então,
vai muito do conteúdo, sabe? Eu acho que
vai muito de qual conteúdo eu tô
produzindo naquele momento. E e uma
coisa que a gente tenta também eh fazer
é comercialmente
adequar aquele anunciante, por exemplo.
Então aqueles hoje eu tenho uma parceria
com uma uma escola de tecnologia e eh
quando eu tenho esse insert no em vídeos
específicos, eu tento tratar aquele
conteúdo como algo mais educacional.
Então, não é sempre que acontece por
causa do cronograma mesmo, às vezes não
bate, mas quando é algo comercial que
envolve educação, eu tento colocar em
algum conteúdo que eu vou trabalhar em
um código ou sei lá, em uma eletrônica e
coisas assim, sabe? Então, é isso que eu
tento fazer para poder equalizar as
coisas. Mas você fala para mim: "Pô, eu
tenho isso pensado a todo vídeo, todo
momento, nem sempre, nem sempre". Eh, às
vezes vai meio que no flow mesmo. Às
vezes tem roteiro, às vezes não tem.
Depende muito do conteúdo, tá ligado?
>> Eu acho que esse é até um aspecto pra
gente entrar do seu conteúdo assim,
porque tem muita coisa experimental, né?
Tem muita a impressão que eu tenho vendo
de fora assim é que, mano, eles falaram
ali, vamos fazer aquele negócio, ver se
vai dar certo e e vão, entendeu? Vamos
para ver o que que sai do outro lado.
>> Tem vários experimentos que você
precisou ir ajustando as coisas no meio
da gravação, no meio do projeto, porque
não saiu como esperava, né? Eu lembro
que quando você tava fazendo um dos seus
simuladores antigos ainda, né, que eram
os painéis que as telas não estavam se
ajustando, aí você teve que descobrir
como emendar uma tela na outra, fazendo
uma gambiarra com pedaço de painel para
poder. Eu falei, cara, eu não acho que
ele parou para pensar nisso antes. É
lógico que não.
>> Como que é o como que é o processo de,
OK, vamos fazer essa parada. Como que
você escolhe o que você vai fazer?
Assim, a pergunta
>> foi o que eu falei pr pra pro Dil no
começo, tem coisa, tem roteiro, tem
coisa que não tem. Então, coisas que são
previsíveis até tem um roteiro, mas
maioria das coisas que eu faço não é
muito previsível, tá ligado? Por
exemplo, um exemplo disso é o Chevete
elétrico. O Chevete elétrico é um
projeto que ele não tem previsibilidade
nenhuma, mano. Nenhuma. É zero ou zero
zero. A gente não sabe o cronograma
daquele projeto. Ele acontece. Ele
simplesmente acontece, mano. Eu chamo
uma galera, falo: "Ó, vamos gravar hoje,
cola aí uns amigos assim e vamos
fazendo". A gente não tem muita
previsibilidade do que vai acontecer. E
é sempre assim, cara. A boa parte dos
projetos acontece dessa forma. O Chevete
elétrico, o único cálculo que a gente
fez é o quanto isso vai trazer de
público novo pra gente. Fim, a gente
queria trazer um público novo, eu queria
dar uma renovada na base, queria mudar
ali um pouco do conteúdo e foi um dos
pilares pelo qual a galera migrou de
canal, porque a primeira temporada
aconteceu no Canal Labs. Então, muita
gente, esse conteúdo é aquele que era
novela, ele acontece agora nesse começo
de ano, ainda não voltou, mas as
temporadas acontecem todo domingo às 6
horas. Então isso cria uma novela e a
galera quer ver a novela. Então quando
migrou o canal, muita gente veio por
causa desse projeto da novela que vai
continuar. A novela das seis vai est ali
no domingão, entendeu? Então a galera
vinha assistir a novela. E esse projeto
ele mostra um pouco do amadorismo que a
gente não sabe como vai fazer, a gente
vai aprendendo, mas é é vem naquilo do
do que eu considero sucesso, que é
incentivar a galera pô a mão na massa,
mano. Não importa mesmo que você não
domine a coisa, vai e faz, tá ligado?
tenta fazer, aprende. Eh, e é um pouco
do que é o Chevete elétrico. Ele é um
projeto que hoje comercialmente não é
viável, tipo, não é um projeto que eu
tenho lucro, eu tenho muito gasto nesse
projeto, mas é um projeto que renova a
audiência. Eh, trouxe público novo, eh,
pessoas que não me acompanhavam, passou
a me acompanhar, não me conheciam,
passou a conhecer. E então esse é um
projeto que assim é experimenta
experimental total, é teste. A gente não
sabe como vai ser cada vídeo, como a
gente vai resolver a bateria do carro
elétrico. Eu tava antes dessa call
tentando
eh resolver a bateria do carro. Que que
vai ser? Vai ser de outro carro
elétrico. Aí eu compro um carro doador
que não serve para nada. Eu tenho aqui
um um carro doador que é um carro chinês
chama Dong Feng. Serve para nada porque
ninguém conhece o carro. É a engenharia
antiga que não é uma boa ideia, mas tá
aqui. Então é fez parte um pouco da
história ali. Aí a galera começou a
gostar mais do Dong Feng do carro chinês
do que do Chevete. A galera só queria
ver o Dong Feng funcionar, só que o
carro não funciona nem por reza braba,
não funciona. E aí, mano, é isso. Como a
gente faz para fazer os projetos
acontecerem, mesmo que a gente não
domine eles? a gente vai dar um jeito,
mas é aprendizado diário e nem sempre eu
calculo se vai dar certo ou se não vai.
O que eu hoje, cara, o foco é o
conteúdo. Vai render um bom conteúdo,
vai? Então, vamos vamos encarar. Eh, o
simulador de avião que a gente
construiu, fez lá cabine de avião
gigante e tal, que é gigantesco, cara,
vai render bons vídeos, vai, então vamos
fazer. Mas nem sempre é calculado a
trajetória do zero ao 100. Tem coisas
que sim, tem coisas que não, mas a a
maioria hoje, principalmente esses
projetos muito grandes, eles são
imprevisíveis, tipo, não tem muito como
saber o que vai ser. Eh, tipo, é tipo o
manual do mundo fazendo o o submarino.
Eu acho que o Iberê ele é mais ele ele
ele é ele é melhor do que eu no
cronograma. Ele é muito melhor, não tem
nem como comparar. Mas será que ele cons
ele tem como prever tudo que vai
acontecer na história do submarino? É
impossível, mano, porque é um negócio
muito complexo. Ah, o submarino quebrou
o casco. Será que ele preveu quebrou o
casco? Não, é tipo, é difícil, cara.
Esses projetos que saem muito da curva,
a chance dele dar errado ou ã e falhar é
muito grande também. Não tem como
prever, sabe?
>> Valeu por assistir, galera. E esse aqui
é só um corte de um episódio do Jocash.
Quer saber o que rolou no resto da
conversa? É só clicar nesse card que vai
aparecer aí na sua tela. M.
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