Depois disso, voltar para Ubuntu parece gambiarra...
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Uma característica do Linux que de forma
bem ampla assim, tá? Que acaba sendo
percebida com o tempo, é como muita
gente técnica usa Linux e muita gente
técnica cria as soluções para Linux,
muitas vezes ele não é tão amigável para
quem não é técnico.
É meio que espera-se que você saiba o
que você precisa fazer. E quando a gente
vai para um usuário de console, por
exemplo, um cara que comprou o Steck,
que é que é uma pessoa que tem essa
mentalidade de console, que antes ela
tinha um PlayStation ou antes ela tinha
um Xbox, ela sabe, ela não espera que
ela tenha que fazer alguma coisa para
aquilo funcionar. É apertar um botão no
máximo, instalar o jogo que ela quer e
vai que vai.
E eu vejo que as distribuições estão
ficando mais assim hoje em dia, mais
prontas. Eh, não que seja um problema
não vir pronto. Por exemplo, o arte
Linux, ser como ele é, não é um defeito,
é uma característica do projeto. Igual
da mesma forma como o MX Linux que eu
testei recentemente, né? Até publiquei
um vídeo, a maneira como ele é, você
pode concordar ou não concordar, gostar
ou não gostar, mas é uma característica
do projeto, não necessariamente tá
errado, né? Eh, enfim, o Linux ele tem
muitas dessas coisas, mas quanto mais
ele se aproxima do público médio no
desktop, mais eu vejo as coisas ficando
mais prontas, vindo mais prontas com
mais frequência. Vocês têm observado
isso também?
>> Sim. te dizer uma coisa bem curiosa em
relação aos meus as minhas experiências
com basite principalmente.
Eh, eu gosto muito de fuçar nas coisas,
obviamente nas distribuições Linux e
tal. Tem lugares onde eu não gosto de
ter que ficar debugando coisas, fazendo
customizações. Eu só quero que funcione
na minha TV, por exemplo, eu tô tipo
seja tão imutável quanto você quiser,
minha querida. Sabe? Não, não é um lugar
onde eu pretendo mexer. Ah, mas eu tenho
esse esse gosto por fazer configurações
e testes no computador. Ah, e eu uso
Linux há muito, muito tempo, que é
melhor nem falar para não denunciar
tanto a idade mais. Mas eu conheço muito
bem a base, o punto, onde configura
tudo, por exemplo. É a distribuição, a
base, digamos assim, que eu tenho mais
conhecimento, eu acho, no geral.
instalar o basite e ver que ele funciona
de um jeito totalmente diferente me
instigou a fuçar totalmente de novo,
sabe? tentar entender como que eu
customizo as coisas então num ambiente
assim, porque essa galera que que criou
o projeto Universal Blue, eles são
profissionais de TI, pelo que eu pude
captar assim, lendo um pouco da
biografia de alguns indivíduos, pelo
menos, de bastante experiência no
mercado. Alguns trabalharam em empresas
bem famosas do mundo lindo, que são
ex-genheiros da Canonical, da Redhe Rat,
gente trabalhou na WS, no Google Cloud,
etc. Então eles conhecem bem essa
tecnologia de construir um sistema que
seja funcional, não quebre, não caia,
que se der algum problema não não vai
ser difícil resolver, sabe? Esse
conceito de nuvem tá aplicado no nesses
desktops de alguma forma. E essa galera
fez as coisas de uma maneira onde é
possível customizar, porque é necessário
customizar as coisas para você criar uma
experiência.
Eh, eu eu não queria usar a palavra
customizada pro usuário para não falar
tanto customizado na mesma frase, mas é
o jeito, né? Então, é, é possível fazer
modificações do sistema para customizar
experiência pro usuário, só que a forma
de fazer isso, como eu disse antes, é um
pouco diferente. Se numa distribuição
tipo
o o Bonto Linux Mint, sei lá, o Art,
você vai você pode instalar, digamos, o
Zen Kernel, alguma coisa assim.
Eh, você pode fazer isso no basite se
você quiser, só que a ideia é que você
crie uma imagem do basite que tenha os
interno e não que você instale por cima
das coisas. Porque instalar por cima das
coisas é você abrir margem para algum
problema acontecer.
Pelo menos é essa a mentalidade que que
eles têm. E é isso que faz com que as
coisas funcionem de uma forma
relativamente estável. No caso do
Basight, eu acho depois de alguns meses
utilizando, que ele acabou ganhando
atenção do povo porque ele tem padrões
muito bem pensados. Tem coisas que você
teria que mexer, talvez uma raiz de um
sistema Linux para poder jogar, que é um
dos principais notes dessa distribuição
em particular, que no basite já vem
pronto, então você não vai nem precisar
mexer nisso. Por exemplo, algumas ev
rules, eles já, na verdade, eles
colocaram todas as uev rules que eu
conheço. Basicamente já tá tudo no no
sistema ali, eh, drivers pré-instalados,
tudo que você precisaria mudar um módulo
do KDE ou qualquer coisa assim, ele já
meio que vem pronto. Ah, o único
problema é se por um acaso você esbarrar
em algo que precise adicionar um módulo
de KDLE e não esteja no basite
justamente ou em qualquer outra
distribuição desse tipo. Daí você vai
ter que seguir esse caminho de não é
simplesmente instalar o módulo por cima.
é criar uma imagem customizada do
sistema com a sua necessidade em
particular. No projeto do Blue Fin, eles
deixam bem claro que a ideia é atender
94%, 96% do público e não aqueles casos
nichados de 4%. E eu acho que, enfim,
eles conseguem atingir esse objetivo com
um certo louvor. É uma pena que às vezes
eu tô nos 4% que estão precisando mexer
em coisas, mas enfim.
É, eu acho que nessa questão tem tem
todo um aspecto meio que cultural também
da coisa de que é esperado que o usuário
de Linux vai futucar tudo, que a que
você tem que mexer, você tem que
customizar, você tem que quebrar o seu
sistema três, quatro, cinco vezes. E
para muitas pessoas é isso, as pessoas
querem mexer, elas querem cutucar, mas
tem gente que não, que só quer instalar
e usar os aplicativos e seguir
tranquilamente. E acho que a questão é
essa, o as distrizas imutáveis, elas
funcionam para muita gente. Para algumas
pessoas que têm algumas necessidades
muito específicas, pode ser que ali
acabe esbarrando ou em uma dificuldade
você tem que fazer um negócio de uma
maneira muito mais difícil ou pode ser
que tenha alguma limitação de fato, mas
é pra minoria, tanto que a gente vê o
sucesso do Steam Deck e aqui para
usuários mais tradicionais ele funciona
muito bem, né? Tanto que eu fiz diversas
customizações aqui. Você consegue
customizar toda a interface do do Steam
Deck, de fato, dá para instalar aquele
deck para instalar plugin, dá para
instalar em Deck para instalar emulador
e tudo isso sem mexer na na parte do
sistema mesmo. Isso aqui é tudo na parte
do usuário. Então, boa parte do que você
faz, você consegue fazer sem você ter
que tirar o modo de apenas leitura.
Só que eu, por exemplo, no meu caso, é o
exato motivo pelo qual eu nunca instalei
distributável para usar no dia a dia,
porque algumas coisas que eu faço, eu
tenho que fazer mexendo ali no sistema e
provavelmente a grande maioria das
coisas que eu faço, eu conseguiria de
uma outra maneira, né, dentro de uma dis
imutável, mas como para mim tá
funcionando por enquanto, eu não quis
mexer no time que tá funcionando, né?
Mas, mas de fato eu acho que é é mais
uma mudança ali de visão de tipo, tá, eu
posso fazer isso, só que de maneira
diferente e que para muitas pessoas elas
simplesmente não precisa mexer, né? Tá
mexendo porque quer, mas não porque
precisa e entender, virar essa chavinha
de tipo, não é que eu tô sendo capado
aqui de fazer alguma coisa, né? Só uma
maneira diferente de de fazer algo.
>> Isso que você falou me lembrou de uma
coisa que aconteceu comigo de uma forma
bem pessoal até. Eu eu tava com certo
preconceito com distrios imbutáveis e o
bazart, toda essa essa coisa assim,
porque eu pensava assim: "Ah, Destro
Gamer,
que que é Distro Gamer, velho? É tipo
navegador gamer. Eh, é tipo qualquer
distribuição você transforma, você
transforma em, em, em sistema gamer. Aí
isso permanece verdade. Você com o
conhecimento você consegue customizar
qualquer distro, incluindo as imutáveis.
Mas ã, eu decidi quando eu comecei a
testar esses esses sistemas assim, aí
tipo deixa eu tentar usar e quando
esbarrar num problema de fato, eu vou
reclamar,
digamos assim, eu vou vou pensar assim:
"OK, estou tendo esse problema só porque
estou num sistema com essas
características de mutabilidade, etc."
Eh, surpreendentemente, a lista é bem
curta de quantidade de problemas que eu
acabei encontrando ao utilizar uma
distribuição assim. Se eu for ser justo,
tem algumas características que eu até
penso assim: "Caraca, velho, que
retrocesso voltar para um bumunto da
vida". Porque essa ideia de o sistema
não quebrar para mim, pelo menos, é
muito apelativa. E sei lá, saiu uma
atualização de driver da Nvidia novo. Tô
usando a versão mais recente do Kern
Basite agora, a versão mais recente do
driver da Nvidia no KDE, no Wayland.
Tudo aparentemente funcionando bem, mas
se alguma coisa acontecesse, eu gosto da
ideia de eu poder fazer rollback com o
sistema inteiro. Isso é, pelo menos para
mim, sabe, se tornou bem apelativo. É um
recurso que eu adoraria ver no Popos,
que é outra distribuição que eu tenho do
boot nesse computador. Inclusive, a
gente falou que existem coisas que
parecem mutabilidade e não são, né? E o
Pop OS ele tem isso, né? A versão antiga
do Popos, o 2204, quando você fazia uma
instalação usando a formatação padrão do
sistema, ele criava uma cópia da mídia
de instalação numa partição separada do
computador. E aí dentro do painel de
controle, ele tinha uma opção ali de
restaurar padrão de fábrica, que ele
meio que reinstalava o sistema e tinha a
opção de não mexer na sua home se ela
tivesse separada, tal, o que pode ser
eh, como eu posso dizer, confundido com
a imutabilidade, mas não é. É
simplesmente um processo de reinstalar o
sistema, igual é possível fazer de
diversas outras formas.
É, isso é muito comum, na verdade, a
gente não tá habituado a pensar nisso
como
um recurso eh presente em distribuições
Linux comuns,
porque querendo ou não tem essa coisa de
o usuário sabe o que tá fazendo por
muito tempo. Foi assim, pelo menos. Mas
a ideia de você ir no Android lá e
resetar o aparelho paraas configurações
de fábrica
é isso aqui.
>> Ou no seu Xbox aí ou no seu PlayStation,
a mesma coisa.
>> É qualquer tipo de reset. Então,
qualquer aplicativo, qualquer
aplicativo, não, perdão, qualquer
dispositivo que foque o mercado
consumidor tradicional, não muito texv,
se beneficia de um recurso semelhante a
esse. Qualquer distribuição, na minha
modesta opinião, que vá parar num
computador para ser vendido pro público
legal, deveria ter uma funcionalidade.
É, me veio me veio a palavra que os
Chromebooks usam, porque eles tm isso
também, de power wash, que é você limpar
tudo e meio que reinstalar sem precisar
fazer o processo de reinstalação.
O Windows tem isso mais ou menos lá com
aquele modo de recuperação. Macos tem
isso também. Se você segurar, acho que o
o power por alguns minutos, você entra
numa tela de recovery, daí você tem o
modo de você consegue formatar o Mac de
novo sem precisar baixar nada, sem fazer
nada. H, porque ele tem uma cópia do
sistema na raiz e obviamente isso ocupa
espaço indício. Então, em termos de
otimização de uso de SSD e coisa assim,
não é tão relevante assim. Mas quando
você tiver um problema desse tipo e você
não sabe resolver tecnicamente a
situação, esses, sei lá, 6 GB a mais que
ele ocupou de espaço indíco salva muito,
sabe? E o Popos tem essa funcionalidade,
a versão nova tem essa funcionalidade,
mas ela não tá na interface ainda, não
colocaram no cosmic atual, mas a ideia é
essencialmente a mesma. Ele tinha a ISO,
que é uma ISO que você pode ir
atualizando, que ele atualiza junto com
as atualizações do sistema para manter
ela com os pacotes mais recentes, assim
você não formata para uma versão muito
antiga de volta. E aí quando você
precisa, ah, sei lá, o meu sistema deu
problema, preciso reinstalar ele, mas
sem perder os meus dados, sabe? sem
perder o que tá na home,
particularmente,
você só faz isso. Esse recurso me salvou
algumas umas duas, três vezes, eu acho,
nos últimos 5 anos, utilizando o Pop OS,
foi realmente útil. E se você tem
softwares em flatpack, que as
configurações dele ficam dentro de barra
var, é ponto var dentro da sua home,
quer dizer, pvar bar/ app, tá? Apps acho
que é ou app, não lembro se é no
singular ou se é no plural agora.
e você reinstala suas aplicações da
lojinha, elas já vêm configuradas. Olha
só que beleza, exatamente como acontece
no Android. Você desinstala um
aplicativo, já reparou nisso? Se você
não limpa o cash dele e você instala,
ele já vem configurado.
Então é um é voltado para um público
diferente, realmente não é aquela pessoa
tipo, não, eu eu sempre volto, não sei
se você lembra Ed do podcast com o
Adrenalina que a gente fez com o Diego,
ele ele usou uma expressão que ficou
comigo e eu sempre pensei: "Essa é muito
boa para eu esquecer que assim é aquele
tipo de usuário que cultiva o seu
sistema operacional naturalmente em
casa,
que de novo são problemas que a gente
enfrenta porque o nosso uso do
computador não é comum, ele não é
normal assim. Vamos pegar um exemplo
aqui do próprio Jo Linux, tipo a Luana.
Se você instalasse um basite paraa
Luana,
nenhuma das ferramentas que ela precisa
seria impactadas por por essas coisas
que a gente citou aqui. Eu sei lá, o a
minha mãe aqui que usa o PC só para
entrar no Facebook, no Instagram e para
responder e-mail.
Nada. Abre o Chrome e seja feliz,
entendeu?
me me trazendo uma uma lembrança que que
é interessante de compartilhar, a Luana
usa o Pop S2204 LTS, que é a mesma
versão que eu uso, que simplesmente
instalamos lá anos atrás, ela resistiu a
usar o Tyling agora no Vive 100.
Basicamente é esse o resultado. Mas eu
configurei o computador de uma forma que
eu já nem lembrava mais e agora que você
falou, eu acabei me lembrando dessa
ocasião, que se assemelha muito com
características que existem em algumas
distribuições imutáveis, porque eu fiz o
setup do computador dela utilizando o
time shift, que faz backups e snapshots
constantemente
e é o POPS, então tem aquela opção de de
reinstalar sem desinstalar dentro do
sistema.
E e eu configurei as atualizações para
rodar ele automaticamente, porque ela
não faz isso. Luana, faça, faça a isso.
Atualize o seu computador. Segurança
importante. Eh, mas ela não lembrava de
fazer isso simplesmente. Então, eu fiz
uma automação geral do negócio que cuida
dela. Se alguma coisa der errado no
computador, eu subo a cópia de
segurança. E não é exatamente isso que
uma distribuição imutável faz, sabe?
Seria uma bela de uma solução. Pensando
bem agora. Esse conteúdo que você acabou
de assistir é apenas um corte de um
episódio do DiCash. Se você curtiu esse
papo aqui, clica no card que vai
aparecer aí na sua tela e assiste o
episódio completo. A gente se vê lá.
Yeah.
Ask follow-up questions or revisit key timestamps.
O vídeo discute a evolução das distribuições Linux para um modelo mais amigável ao usuário comum, focando especialmente nas distribuições imutáveis como o Bazzite. Os participantes explicam como sistemas modernos buscam a estabilidade de consoles, onde o usuário não precisa configurar manualmente o sistema para que funcione. São abordados temas como a robustez técnica trazida por ex-engenheiros de grandes empresas de nuvem, a facilidade de realizar rollbacks em caso de falhas e as funcionalidades de recuperação de fábrica presentes em sistemas como o Pop!_OS, Android e Chromebooks, que preservam os dados do usuário enquanto restauram a integridade do sistema.
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