Imutável NÃO É ENGESSADO. É só outra forma de pensar!
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Esse é um dos principais problemas do
Steam Deck de 64 GB, por exemplo, porque
os jogos já são pesados e aí, tipo, se
você tinha 5 GB sobrando, você não
conseguia fazer uma atualização porque
você tinha que baixar a imagem do
sistema de novo, que não é pequeno. Se
você é uma pessoa muito fuçadora ou um
usuário extremamente avançado assim, que
gosta de controlar minúcias do
funcionamento do sistema operacional,
provavelmente uma distra imutável não é
o melhor lugar para você estar. quebra
um pouco a ideia de não ser modificável.
A mutabilidade não tem a ver com não
poder modificar, mas a forma com que
você modifica é diferente, né? Até certo
ponto, os sistemas imutáveis, eles meio
que são um contrcenso do que o usuário
de Linux comum tá acostumado. Porque se
você pega uma distribuição padrão, é
meio que esperado que você fuse. Essa
ideia de reiniciar que tem no no Steam
AS, ela já foi tentada, já se tentou
aplicar ela em outras distribuições não
imutáveis. É por isso que o Fedora
reinicia para atualizar. Tipo assim, é
uma chatice. É por isso que o Windows
faz isso, por isso que o Mac faz isso
também.
Se a gente for entrar na minúcia, a
gente precisaria, por provavelmente de
uma temporada toda do Dias aqui. Mas é
assim, como o Raul mostrou o Steam Deck
dele, o Raul viveu isso na pele. Quando
sai uma atualização do Steam de Deck ou
quando você fuça muito no seuck e sai
uma atualização, você precisa customizar
ele todo de novo, né? R.
>> É. justamente o o Stream Deck, ele segue
esse esse perfil que, tipo, todos os
arquivos do sistema eles estão só no
modo de leitura e só a sua pasta de de
usuário ali que você pode escrever seus
arquivos. Tanto que por padrão ele usa
sempre aplicativos via FlatHub, então
você deixar separado ali do seu usuário.
E se você quiser eh escrever no sistema,
você quiser fazer alguma modificação que
você precisa escrever algum arquivo do
sistema, aí você precisa desbloquear
esse modo de leitura e aí você consegue
fazer isso. Só que como você vai fazer
essa atualização, ele vai basicamente
baixar a imagem do sistema de novo.
Todas essas modificações que você fez
nos arquivos do sistema, você vai
simplesmente perder. Então,
o cenário ideal é justamente você não
fazer isso para você não ficar perdendo
customização, essas coisas. Então ele
realmente deixa ali separado e toda vez
você tem que baixar o a imagem do
sistema de novo. Esse é um dos
principais problemas do Steam Deck de 64
GB, por exemplo, porque os jogos já são
pesados e aí, tipo, se você tinha 5 GB
sobrando, você não conseguia fazer uma
atualização porque você tinha que baixar
a imagem do sistema de novo, que não é
pequeno. E aí você tinha todo esse
problema de atualização, tanto que hoje
em dia nem existe mais. Começa em 256 e
provavelmente vai matar o de 256 porque
agora vai ter só versão OLED, então
começa 512. E aí, pelo menos, para fazer
essas atualizações é tranquilo. Você
sempre vai ter um espacinho ali e
realmente funciona que é uma beleza,
sabe? você só entrar ali no nas
configurações, atualiza, você tem a
certeza que quando você atualizar seu
sistema não vai estar todo quebrado,
faltando pedaço, faltando alguma
aplicação, alguma coisa, tá tudo
funcionando direitinho e se aproveita,
né, o melhor de todos os mundos ali.
>> Essa ideia de reiniciar que tem no no
Steam AS, ela já foi tentada, já se
tentou aplicar ela em outras
distribuições não imutáveis. É por isso
que o Fedora reinicia para atualizar.
Tipo assim, é uma chatice. É por isso
que o Windows faz isso, por isso que o
Mac faz isso também. É uma é uma
chatice, digamos assim. Pode ser,
especialmente se você tá querendo
utilizar alguma algum aplicativo, alguma
coisa assim instalado com gerencedor de
pacotes tradicional.
Eh, mas é uma forma de você evitar que o
sistema se quebre, reduzir as chances
disso acontecer, no caso, né? Por esse
motivo, os pacotes em flatback ou algum
outro formato meio de contêiner assim,
eles funcionam alheios ao sistema.
Então, se você atualizar um aplicativo
em flatpack, você pode utilizar a versão
atualizada na hora, não precisa
reiniciar. Então, a ideia de
funcionamento dentro desse e desse
ecossistema é exatamente essa, né? Você
conseguir meio que isolar as coisas.
Talvez algumas pessoas pensem nessa
situação que o Raul escreveu, tipo, ah,
eu precisava modificar algo da raiz do
meu SOS por algum motivo. Desbloquei,
fiz a modificação, veio uma atualização
e limpou aquela modificação que eu fiz.
E aí eu sou obrigado a fazer de novo.
Como talvez as pessoas vejam isso como
algo inconveniente, realmente pode ser.
Existem formas diferentes, talvez, de
fazer certas modificações,
mas se você observar do ponto de vista
de segurança, isso é bem poderoso, não
é? Imagina que a modificação não foi
você que fez, mas foi algum hacker que
tentou modificar alguma coisa no sistema
ou sei lá, o os aplicativos estavam
quebrados por algum motivo ou qualquer
coisa, qualquer arquivo que tenha sido
colocado num lugar indevido desses na
raiz do sistema, ele vai ser
completamente levado para longe numa
atualização que vai limpar tudo e vai
colocar um sistema funcional ali de
volta. Então existem para os e contras,
se é que você pode dizer, né? Geralmente
os contras são encontrados pelos
usuários mais avançados, né?
Dessa afirmação, porque durante o tempo
que eu testei o basite, o Aurora, eu eu
consegui,
como eu posso dizer, pentelhar o Aurora
o suficiente para que ele começasse a
dar umas mensagens de erro, assim, eu
tentei mexer em muitas coisas, tal. eu
realmente eu tava estressando o sistema
operacional para ver até onde ele ia, o
quanto era difícil eu fazer as coisas da
forma como eu quero fazer. E essa é uma
coisa interessante de se entender,
assim, se você é uma pessoa muito
fuçadora ou um usuário extremamente
avançado assim, que gosta de controlar
minúcias do funcionamento do sistema
operacional, provavelmente uma
distributável não é o melhor lugar para
você estar. Eh, é possível, né? Vamos
colocar assim, talvez.
>> Sim, é as que a gente tem disponível
hoje, assim, se você for pegar um basite
ou Aurora ou o Bluffin ou o MicroOS, né,
que é da Susa, não, o Bunu, que é o
Micros, né?
Não é da Susa mesmo.
>> É da Susa mesmo. O Bunto é o Bunto Core.
Isso. Isso. Exato. Se você for pegar
qualquer um desses sistemas
operacionais, o a principal lógica deles
é que eles sirvam de base para você
construir alguma coisa em cima, não para
você ficar customizando eles. Se você
quiser uma imagem de um sistema imutável
totalmente personalizada, você consegue
construir a sua própria o basite, né?
Todo esse projeto Universal Blue, eles
fornecem uma série de ferramentas que
você pode fazer seu próprio basite do
jeito que você quiser. E nem é tão
difícil, só exige um pouco de paciência
assim de futucar os arquivos de
configuração ali.
>> É, é esse, esse é um ponto bem
importante que você trouxe, Ed, que
quebra um pouco a ideia de não ser
modificável. É, mutabilidade não tem a
ver com não poder modificar, mas a forma
com que você modifica é diferente, né?
Idealmente você vai criar, se você quer
que a raiz do sistema tem uma tenha
componentes ou configurações diferentes
do que a imagem padrão do basite nesse
caso oferece, você deveria criar uma
imagem customizada com essas
modificações que você quer. Mas até tem
na documentação, eu cheguei a observar
uma ideia de você licar a sua imagem no
GitHub, fazer elas serem construídas no
GitHub, linkar com o upstream do Basite.
Assim você recebe os updates e só
modifica o que você quer e vai continuar
recebendo as atualizações com as suas
modificações. é uma coisa avançada, é
uma coisa de cloud native, é uma coisa
de ou né, os contêiners é uma coisa
realmente uma coisa de profissional de
TI, mas eh por por muitas vezes a gente
ignora o fato de que gestão de esses
temas algo voltado para profissionais de
TI. A maior parte das pessoas que só usa
o computador eh não saberia a diferença
entre o sistema imutável e um não, a
menos que esbarrassem algum problema e
daí de pesquisando fosse descobrir que
ele existe esse problema porque é uma
distribuição imutável. Caso contrário é
a mesma experiência da galera do
Android. Você já viu algum usuário
regular de Android reclamar que o
sistema é imutável? Até certo ponto, os
sistemas imutáveis, eles meio que são um
contrassenso do que o usuário de Linux
comum tá acostumado, porque se você pega
uma distribuição padrão, é meio que
esperado que você fusse nela, né?
Inclusive quando eu fiz o meu vídeo lá
falando que eu não customizo quase nada
no meu PC, quase nada com aspas bem
grandes no quase, muita gente falou:
"Nossa, mas como assim você não
customiza? Meu Deus, que heresia, tal".
E tipo, é muito pontual o que eu preciso
mexer, porque eh, tipo, eu não ganho
mais dinheiro customizando o sistema, eu
ganho dinheiro usando o sistema. Então,
ficar customizando para mim é perda de
tempo hoje em dia. Hoje em dia. Mas, mas
aí que tá, você não perdeu a
possibilidade de customizar, mudou a
forma de customizar, talvez tenha ficado
menos prática para quem tava habituado
com algo antigo.
>> Mas uma uma analogia interessante que
que eu que eu trago também, analogia,
não, uma reflexão interessante que eu
trago é que a gente tende a ser muito
resistente a essas novidades. E eu mesmo
encontrei pessoalmente diversas
circunstâncias dentro do basite que eu
penso, pô, deixa eu reiniciar pro POP
aqui de novo que lá funciona, que é tipo
uma,
sei lá, a resolução de DNS local com
aqueles URLs.
Que geralmente é o Avarre do Linux que
faz a resolução, não funciona dentro de
de software de navegador em flashback,
por exemplo. Se eu se eu instalar um
Distraw Box, talvez a gente possa falar
até do Distro Box depois, mas se eu
instalar um Distro Box com alguma outra
distro, instalar o pacote, entre aspas
nativo de um navegador qualquer nessa
distra, vai funcionar.
Então é uma é uma limitação que existe,
um bug até, se é que se pode dizer, não
sei se seria uma questão de segurança ou
não, não tenho certeza, mas vamos dizer,
é uma inconveniência que existe dentro
de uma distribuição imutável, assim, mas
eu observo que eles resolvem também
muito mais problemas do que criam
pra maior parte das pessoas, pra vasta
maioria de usuários, especialmente as
pessoas que não tm conhecimento técnico
e em relação a como gerir pacotes. Esse
talvez seja um ponto. E a reflexão que
eu trago é o seguinte, essas coisas
parecem muito bleio, ah, estão querendo
mexer no meu no no meu Linux, no jeito
tradicional de fazer as coisas ou algo
assim, flatbacks, snaps e e rebase de
sistema e coisas desse tipo,
atualizações atômicas. Mas se você
conseguir ser velho o suficiente para
lembrar ou simplesmente dar uma lida na
história, você vai lembrar de momentos
onde o apt, o DNF, o Yama, antes do DNF,
o Synaptic, que era o gestor de pacotes,
ainda é, né, tecnicamente gráfico para
aplicativos pdeb lá do Debunto e tal.
Ah, o Pac-Man, todos esses caras já
foram vistos como disruptivos. e por que
tão fazendo diferente e tá lá galera
usando Slackware até hoje.
Então eu conhecendo o mundo Linux do
jeito que eu acho que eu conheço,
eu acredito que existe um grande
potencial de distribuições que abarcarem
mercado, terem esse perfil de
mutabilidade, essa esse modos operand,
essa forma de funcionar.
Mas se você não curtir por qualquer
motivo que seja, assim como eu acho que
às vezes é inconveniente para algumas
coisas que eu quero fazer, sem dúvida
alguma, existirão para sempre
distribuições diferentes que vão atar os
mesmos problemas utilizando uma
tecnologia completamente diferente
dessa.
>> Valeu por assistir, galera. E esse aqui
é só um corte de um episódio do Diocash.
Quer saber o que rolou no resto da
conversa? É só clicar nesse card que vai
aparecer aí na sua tela. Yeah.
Ask follow-up questions or revisit key timestamps.
O vídeo explora o conceito de distribuições Linux imutáveis, como o SteamOS do Steam Deck e projetos como Universal Blue (Basite e Aurora). Os participantes discutem as vantagens de estabilidade e segurança desse modelo, onde o sistema operacional permanece em modo de leitura e as atualizações são aplicadas via imagens atômicas. Também são abordados os desafios para usuários avançados que desejam customizar o sistema e como as tecnologias de contêineres e Flatpaks complementam essa nova abordagem de gerenciamento de software.
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