A Hora da Verdade: Breno Altman Analisa a Capacidade Real do Irã de Atacar Israel
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A capacidade defensiva do Irã, a meu
juízo, melhorou de 95
para 2026. Depois da chamada Guerra dos
12 dias, nós vivemos uma melhoria na
capacidade
defensiva do Irã, né? Veja que o Iran tá
derrubando aviões norte-americanos,
tá derrubando drones. Ele melhorou seu
sistema de defesa antiaéreo.
Na guerra dos 12 dias, Israel controla
em poucas horas os céus iranianos.
O Kiran aposta na sua capacidade
ofensiva, na sua capacidade
ofensiva balística, na capacidade dos
seus mísseis. Vamos trazer pro futebol.
Vamos. A melhor defesa é o ataque. Essa
é a lógica do Irã.
Ou seja, não é construir uma defesa
inexpugnável, uma zaga que seja capaz de
proteger o gol contra o ataque
adversário. É construir um ataque que
seja capaz de de fazer mais gols do que
toma.
>> Mas trazendo aqui pro futebol, eh, o Irã
tem atacado também outros países. Você
acha justo atacar quem não tá
participando do jogo? Então agora vamos
entender o as colunas vertebrais
ou perdão, as os eixos principais dessa
estratégia do Irã de que a melhor defesa
é o ataque. Bom, perfeito. Então vamos
lá.
>> Eh, o Irã golpeia duramente Israel.
Esse é um um um eixo fundamental,
provocar o máximo de dor possível em
Israel.
>> Isso tá acontecendo.
>> Isso tá acontecendo numa escala jamais
vista.
Israel nunca viu uma situação como essa,
pelo menos não desde a guerra de 73,
em que o território israelense atacado
seguidamente com muita força e com muito
impacto.
Então, este é um eixo. Por que eles
atacam Israel?
para provocar erosão
política e social dentro do regime
sionista
para fazer com que
haja divisões no regime sionista para
provocar uma situação na qual a
sociedade israelense divida sobre a
guerra, além de, claro, atingir
objetivos militares que enfraqueçam o
regime sionista.
Eles querem destruir a capacidade
militar de Israel a partir dos seus
ataques de mísseis.
>> Uhum.
Eh, as notícias que nessas 48 horas
circulam é que o Irã está conseguindo,
ao menos parcialmente, esse resultado.
Não é muito claro,
não está muito confirmado quais são
esses resultados, mas é evidente que a
situação em Tela vive, a situação
em Berchava, no centro Bercheva, no
centro de Israel, a situação em Raifa, a
situação no norte de Israel não tem
nada. E agora no sul também hoje pelo
chamos mísseis contra Não, não. No sul
>> eh,
>> no norte ou resbolar.
>> No sul, em função de ataques balísticos
diretos, ataques de mísseis diretos do
Irã, a vida em Israel está tá sendo
transformada no inferno. Então esse é um
eixo. O segundo eixo, o ataque às bases
norte-americanas. Onde é que estão as
bases norte-americanas no Oriente Médio,
além de Israel, uma grande base militar
norte-americana? Estão em sete países.
Estão em sete países. Arábia Saudita,
Emirados Árabes Unidos, Barém, Qatar,
>> Oman, Qatar, no Iraque e no Kuit, né?
Então, o Irã tá atacando as bases
militares norte-americanas e tá atacando
também os porta-aviões norte-americanos
ali pelo Golfo Bérsico. Ataque pesado
com mísseis, pesado, nãoé? Com
resultados já visíveis.
Esse então é um segundo eixo. É um
segundo eixo.
Terceiro eixo é colateral ao segundo.
Os países árabes, os governos dos países
árabes que resolveram se aliar a Israel
e aos Estados Unidos devem pagar por
isso.
Então o Irã começa a atacar parte da
infraestrutura desses países.
Começa a atacar, por exemplo, refinarias
de petróleo na Arábia Saudita.
e adota uma medida fundamental para
estrangular a economia desses países e a
economia do Ocidente, que é o fechamento
do estreito de Ormus.
>> Algo ocorrido desde ontem, né?
>> O estreito Ormus começou a ser fechado
ontem, tá consolidado o fechamento, já
não passa nenhuma embarcação.
>> É,
>> isso que que isso significa? Peleto de
Ormus passa de 20 a 25% do petróleo
mundial.
Os países do Golfo Pérsico dependem do
estreito de Ormus para distribuir o seu
petróleo, para exportar o seu petróleo,
para exportar o seu petróleo.
O Iran fechou o estremo
para impor a esses países e também,
claro, as corporações, as empresas,
empresas ocidentais, um custo pela
guerra.
O Irã, aparentemente faz uma aposta
de que ao punir os governos dos países
árabes que se aliam a Israel e que se
aliam aos Estados Unidos,
criarão um ambiente, uma situação, um
cenário no qual as massas muçulmanas
poderão mais cedo ou mais tarde se
levantar para derrubar esses governos.
uma nova primavera árabe,
>> dessa vez uma primavera
>> islâmica,
>> uma primavera anti-imperialista.
É essa a posta do Irã, colocar no chão o
Qatar, Arábia Saudita, Barém, Romã,
Barémin tem maioria X.
Desses sete países, o Golfo Pérsico tem
e maioria Xit.
>> O Irã tem mais poderio militar do que
esses países do Oriente Médio.
>> Mais poderio militar. O mais forte desse
país é a Arábia Saudita.
>> Os Estados Unidos teria que resgatá-los.
>> A Arábia Saudita tem uma forte
capacidade
aérea, mas o Irã construiu muita
capacidade balística, muita capacidade
em mísseis. O Irã tem
tinha até outubro, novembro do ano
passado, segundo fontes ocidentais,
cerca de 3.000 mísseis
>> dos mais diferentes tipos, incluindo
mísseis hipersônicos. e gastou quanto no
primeiro aí? Essas
>> essas essas informações não são
disponíveis. Além disso, o Irã é um
grande fabricante de drones e o Irã tá
usando drones que custam 3$ 35.000
para derrubar
mísseis, para bater mísseis ou até
aviões que podem custar dezenas de
milhões de dólares.
>> É o drone Camicaz, aquele que
>> que é barato,
>> 35.000 Então, é uma guerra na qual o
outro lado gasta mais dinheiro do que o
Irã.
>> Não é? Então esse esse é um outro um
outro eixo, né? Então nós temos Israel,
o ataque às bases militares e o e o
estrangulamento da economia dos países
árabes que apoiam
os Estados Unidos eh e Israel, nãoé?
Agora é curioso como o Irã organiza uma
escalada militar. O Irã não vai com tudo
logo de cara, porque o Irã estudou muito
a Guerra dos 12 dias. Eu tive acesso a
alguns relatórios iranianos, alguns
estudos iranianos. Que que o Irã estudou
na Guerra dos 12 dias?
que é necessário
eh primeiro
encaixar o ataque de Israel e dos
Estados Unidos, mesmo que isso significa
signifique fortes perdas materiais, para
atacar Israel e Estados Unidos com toda
a força, quando a capacidade ofensiva
dos Estados Unidos de Israel entra em
declínio. Novamente eu vou recorrer ao
esporte, por favor. Em 1974 teve uma
célebre luta de box entre Mohamed Ali
e George Forman. A luta foi no Zaire do
século em Sacha. L
>> não é?
Jorge Forman é muito mais novo que
Mohamed Ali. Mohamed Ali já tava com 32
anos, George Forman tava com 23 anos e e
George Forman era um monstro. Vai vai
lembrar o tamanho do Jorge Forman. Ele é
um armário humano, né?
>> É. É muito forte no auge da sua forma.
Mohamed Ali enfrentar um leão.
>> Como é que o Mohamed Ali lutou com
contra o Jorge Forman?
>> Durante sete assaltos
>> ele só apanhou.
Na verdade, ele se protegia, ele
levantava sua guarda, mas o tempo todo
ele incentivava o Jorge Forman a bater.
O Forman conta numa entrevista, Forman
já faleceu, os dois já faleceram, mas o
Forman contava numa entrevista
>> que o o Mohamed D chegava no seu ouvido
assim e dizia assim: "É só isso que você
é capaz de fazer?
É a sua força é só essa?"
>> Falando isso pro cara mais forte do
mundo, né? você não consegue bater mais
forte. É só isso que você é capaz de
fazer. E o Forman ia com tudo, ia com
tudo. E o Fórman foi se cansando no
oitavo assalto. Foi o único assalto em
que Mohamed Ali tomou a iniciativa da
luta e levou forma noockout.
Então, a estratégia do Irã, eu não sei
se vai dar certo. Eu não tô aqui fazendo
uma aposta que ela vá funcionar, mas a
estratégia do Irã tem uma curva de
acumulação. Então eles vêm anunciando, a
Guarda Revolucionária vem anunciando
>> novas medidas,
>> cada uma das ofensivas.
E eles têm usado nas primeiras ofensivas
lata velha,
mísseis antigos, porque eles descobriram
uma outra coisa sobre o domo de ferro em
Israel.
>> Ele cobre tudo.
>> Ele cobre tudo. Não importa, digamos, a
qualidade do míssil. Ele funciona como
aqueles disparadores em tiro ao prato
que você vai jogando prato, vai jogando
prato, vai jogando prato,
>> pode ser de ouro, pode ser do que for,
de lata. Perfeito. Então ele e e eles
ele percebe que eles perceberam que o
domo de ferro ele tem um ponto de de
exaustão. Quer dizer, ele ataca, ataca,
ataca, ataca, ataca, ataca, mas ele vai
abrindo janelas,
>> não é? E nessas janelas eles colocam os
mísseis
>> de maior qualidade. Eles foram
compreendendo o algoritmo do domo de
ferro.
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A estratégia militar do Irã passou de uma postura defensiva para uma ofensiva, baseada no princípio de que "a melhor defesa é o ataque". Esta estratégia se baseia em três eixos principais: infligir o máximo de dano possível a Israel para provocar erosão política e social, atacar as bases militares norte-americanas e porta-aviões na região, e punir os governos árabes aliados de Israel e dos EUA, inclusive através do fechamento do estreito de Ormuz. O objetivo é criar uma "primavera islâmica anti-imperialista" para derrubar esses governos. O Irã possui um significativo poderio balístico e usa drones de baixo custo de forma eficaz contra alvos caros. Sua tática de escalada militar envolve esgotar as defesas adversárias, como o Domo de Ferro, usando mísseis mais antigos para abrir "janelas" para ataques com mísseis de maior qualidade.
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